UM ESPAÇO A SERVIÇO DO BALOEIRO

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Um cantinho do passado aqui no Planeta


Edição 02 de Maio de 2012


O BALÃO PAINEL

Dizem que todo baloeiro ou equipe, antes de ser considerado grande deve soltar um bom painel, pretensão ou não, sem duvida essa talvez seja a modalidade ou categoria que mais desprende horas, mas que ao mesmo tempo enche os olhos de qualquer pessoa seja ela baloeira ou não.

Um trabalho singular onde a lanterna por menor que seja é o astro principal do espetáculo, sim a criação deste mosaico multicolorido, o sonho de um artista, que no fundo é mantido por uma chama que brilha dentro de cada lanterna seja no painel ou no bojo.

Um balão que obriga e devora o tempo de quem se atreve a fazê-lo  seja com a confecção, com a logística, com a montagem da armação. Talvez por esse mesmo motivo cause imensa satisfação.

Sonhos de muitos, loucura para poucos, assim é categoria Painel.


O FOGUETEIRO DIURNO

Aqui se juntam duas paixões de quem solta balões, fogos de artifício e o balão, imagine como foi a primeira experiência do primeiro baloeiro que se atreveu a juntar essas duas paixões.

Predominantemente regido pelo som esse é o balão que nos tempos que eram soltos mais perto das cidades acordavam  aos baloeiros ou assim como muitos aqui presentes que eram crianças naquela época, corriam loucas as lajes para vê-los passar, e de quebra contemplavam um bandeira silencioso.

Existe todo um estudo antes de se começar um projeto deste porte, que carga utilizar? Como serão as aberturas? Qual o tempo de queima do pavio?

E por falar em pavio outros já implementaram a eletrônica nessa modalidade, e veja a que ponto chegamos, maravilha para muitos, inadmissível para outros.

Maravilha porque se pode controlar tudo o que irá ocorrer não há grandes supressas, pois se nenhum circuito falhar, nada dará errado.

Inadmissível pra outros, pois a grande magia e “conhecimento” do baloeiro deve ser testado justamente em saber se existe capacidade de utilizando um elemento não tão constante como o pavio, se produzir um show pirotécnico sem falhas.


O FOGUETEIRO NOTURNO

Seguindo a mesma linha dos diurnos com muito som, mas com um advento que encanta a todos dos 8 aos 80, a cor.

Sim fogos multicoloridos com aberturas diferenciadas, faziam e fazem pessoas pararem a muitíssimos quilômetros de distancia, não há como negar, e impossível não admirar, não tem como evitar, numa noite de céu limpo do nada começasse um espetáculo único, que faz a velocidade do transeunte baixar ou ate parar naquele instante só para apreciar aquele espetáculo noturno.

Mas ver o espetáculo é a parte fácil de tudo isso, montar e decorar gaiolas dimensionar a carga correta, escolher a dedo cada item dos muitos que podem ser içados, estudar o tempo de abertura, a logística de transporte, o local adequado, zelar pela segurança dos presentes, enfim o trabalho é grande, mas a recompensa vale cada gota de suor.

Assim como seu irmão Diurno, tem apoio ou aversão a tecnologia, como mencionado acima uns gostam outros detestam, e com ele não seria diferente.

O que importa no final é que esse talvez seja o balão que mais chame a atenção daqueles que mesmo não sendo baloeiros se pegam em uma noite de céu limpo olhando ao longe e como num passe de mágica vêem brotar da escuridão um show pirotécnico de altíssima qualidade.


CARECA BANDEIRA

Quem na infância nunca cortou a cabeça de um pião de madeira para ir rodar ele na rua com os amigos? Eu particularmente só rodava assim. Comprava-o novinho e antes de tudo, pegava uma faca qualquer e batia ate que arrancasse sua cabeça. Após pintava, passava vela na fieira, colocava a tampinha na ponta e ali estava o pião sem cabeça.

Já no balão o apelidaram de careca, não o careca do padre, aquele junino tradicional dos meses de junho e julho, mas um novo estilo, uns gostam outros nem tanto, mas ele trás consigo toda beleza de seu parente o pião, mas segundo alguns com um atrativo de levar mais carga, e de ser mais belo.

De qualquer forma ele chegou aos poucos, mas hoje sem duvida conquistou seu espaço e seus admiradores.

Hoje ele sobre em e compete em diversas categorias, e assim como os batatas é bem eclético.

FOTO RETRATA BALÃO NA PRAIA DE COPACABANA EM 1981

 
29.06.1981 - Arquivo O Globo - Balão na praia de Copacabana.

 

"HUMBERTO PINTO "

       Minha vida com o balão junino começa aproximadamente aos oito anos quando fiz meu primeiro balão. - "Lembro que, ainda pequeno, fiz um balão com cinco folhas de papel fino e inflei-o, usando um punhado de algodão molhado com álcool". Nessa aventura de todo garoto, eu e meu irmão, ansiosos para sentirmos o resultado da façanha, estávamos na cozinha da casa de nossos avôs paternos e vimos aquele objeto bojudo, ao escapar das nossas mãos, subir e parar momentaneamente no forro. Foi um espanto alegre, até que o fogo se apagou e o leve invólucro de papel de seda voltou ao nosso domínio. - “Passado aquele momento de êxtase venci o receio de soltar um balão”.

Obras publicadas: As Disfunções na Polícia Militar e Suas Conseqüências – Reflexões e Ações - Biblioteca da Polícia Militar – 1992; O Profano – A Arte – O Místico BALÃO! O PEREGRINO DO TEMPO - Editora Interciência, Rio de Janeiro – Brasil – 1993; e O HOMEM E O DOMÍNIO DO SABER.


BALÃO DE SÃO JOÃO EM 1983

Baloeiros cariocas preparando mais um balão para colorir o céu das nossas festas juninas.


Em maio de 1983 chegavam em nossa cidade 7 profissionais do Rio de Janeiro especializados em fabricar e soltar balões, trazidos por Judival Araujo (Nego da Marinha).


Foi um mês de preparo para a grande façanha. Cada dia de festa soltavam-se 4 a 5 balões enfeitados com copos plásticos iluminados com velas, formando no ar imagens e mensagens de boas festas.


O último balão era o mais esperado, o mais bonito, o maior, porém, devido a grande aglomeração tumultuada de curiosos para ver de perto a decolagem na área do açude velho, fez com que a bucha se desprendesse ocorrendo a destruição do artifício no local. Todos ficaram frustrados.

Apesar do perigo de incêndio com a queda de balão na mata, não houve sequer uma ocorrência deste tipo em nossa cidade.

Em 1998 foi criada a Lei de Crimes Ambientais, soltar, vender ou transportar balões.

Foto tirada na área aberta da antiga prefeitura.

Fonte: http://www.museudocumbe.com/2011_06_01_archive.html

 

COLETÂNEA - SOBE BALÃO QUE É NOITE DE SÃO JOÃO 1972 - PREMIER

Colaboração do Antonio José.

Pedi a ele um relato sobre o disco e ele enviou as palavras a seguir:

“…trata-se na verdade do meu primeiro disco. O André Araújo (Negrão dos 8 baixos) falou sôbre mim ao diretor da RGE (Fermata) sr. Shapiro (diretor geral), ele se interessou e mandou me convidar para participar desta coletânea cantando uma música, o que pra mim já era bom demais.

 Ao chegar em São Paulo fui apresentado ao Otávio Rodrigues de Abreu (Vendas) e ao Shapiro, eles pediram que eu cantasse uma música qualquer, e pra minha surpresa, eles se encantaram e em vez de participar cantando uma só música, o Shapiro falou com o Marumby (diretor artístico) para que tirasse de quem fosse outras músicas, e que eu teria que gravar 03 faixas, pois eles achavam que eu sendo trabalhado poderia ser um futuro Jackson do Pandeiro.

Imagine a honra que isso me deu, ainda tive que ficar em São Paulo uma semana para participar fazendo côro para os outros colegas (o que ainda me rendeu uma graninha) que participam desta coletanea ‘Sobe balão que é noite de São João’.

 

Nesse disco quem está no acordeon é o meu amigo particular o mestre Dominguinhos tempos mais tarde fiquei viajando com ele e a Anastácia como músico acompanhante fazendo shows pelo interior da Bahia e daí gravei outros discos que numa próxima postagem eu conto a estória de cada um Ok? Se não meu amigo, não paramos hoje porque ainda sobre este LP tem muitas coisas pra se contar.”

 

Coletânea – Sobe balão que é noite de São João 1972 – Premier

01. Meu balão (J. Luna – Ivanildo Antonio) Trio Nortista
02. Saindo de fininho (Marumby – André Araújo – Rosalvo Alves) Zé Paraíba
03. Feira do pau (Zé Pequeno – André Araujo) Antônio José
04. Forró do Ceará (Marumby – André Araújo) Negrão dos 8 Baixos
05. Menina linda (J. Nunes – Florisvaldo Nunes) Antônio José
06. Galo de Campina (Edgar Ferreira) Rosalvo Alves
07. Saudade de Bahia (Elias Alves – Júlio Lino) Azulão da Bahia
08. Quero ser Atendido (Carlos Real – Joci Batista) Joci Batista
09. Vai conhecer Penedo (Joci Batista – Arlindo Duarte) Joci Batista
10. Forró do Zé Ribeiro (J. Nunes – Otávio Rodrigues de Abreu) Azulão da Bahia
11. Vivo recordando (Toninho da Paz – Marumby) Joci Batista
12. Meu canarinho voou (Rosalvo Alves) Rosalvo Alves
13. Despedindo-me de mãe (Maurino Sena – Otávio Rodrigues de Abreu) Azulão da Bahia
14. No arraiá tem forró (Zé Pretinho – Elias Alves) Antônio José

Para baixar esse disco, clique aqui.


"O BALÃO GOLFIER"
 



 


            Seu nome deriva de seus criadores os irmãos Montgolfier (Etiene e Joseph), o qual muitos consideram os inventores do balão tripulado ou com carga.

O balão de papel Golfier, carrega consigo todos os traços genéticos principais do primeiro Montgolfier que subiu.

1º Em seu formato, apesar de tanto tempo pouquíssima coisa foi mudada, ele foi levemente arredondado no teto, manteve um pescoço que liga a parte redonda a boca.

2º O biscoito que originalmente era a parte onde os irmãos ficaram, ele era oco e funcionava como habitáculo para os passageiros.

3º As fitas que hoje são utilizadas com caráter estético, no balão de 1783 tinham função vital, pois seguravam e uniam o biscoito onde iam os passageiros ao balão.

4º O cesto, esse sim foi um implemento feito aqui por baloeiros, não existe na versão original dos irmãos Montgolfier, mas que acrescentou grande brilho a esse balão.

Um balão que apesar não ter um grande adereço, sua confecção e seus adornos como o biscoito consomem tempo e criatividade, sendo por vezes fatores decisivos na hora de um julgamento, um balão que até pouco tempo não era visto com tanta frequência como é visto hoje em dia, a cada dia que passa mais e mais turmas o confeccionam, talvez porque hoje seja possível o deixar lindo em todos os aspectos.
 


 

"UM CLÁSSICO DO PASSADO"

Ao ouvir a música "Time" da banda Pink Floyd não há como não lembrar deste belo pião de 45 metros da Turma da Alvarenga.

Para ouvir a música, clique aqui


OS   INCRÍVEIS BALÕES   DE RECORTE.

A mais criativa das categorias e porque não dizer a mais engenhosa, não há receitas, não há moldes, o conhecimento nesse caso é empírico, como muitos gostam de dizer se aprende na raça, e por menor que sejam são de parar o transito, porque são incomuns ou pouco vistos.

Dar forma em papel a um objeto, ser, ou seja lá o que se prentende fazer,  é algo muito mais complicado do que se imagina, e não é a complexidade que ganha, mas sim o quão criativo se pode ser, elaborando formas e atalhos que levam o ar quente a todos os locais de dentro do balão para que o objeto tenha a forma mais precisa possível.

Os que se atrevem a fazer o balão de recorte, antes de qualquer coisa, são artesãos que procuram o novo, o inusitado e que no fim das contas são bem comentados, não por seu tamanho sua imponência, mas sim pela criatividade engenhosidade e capricho.


GOLFIER

Seu nome deriva de seus criadores os irmãos Montgolfier (Etiene e Joseph), o qual muitos consideram os inventores do balão tripulado ou com carga.

O balão de papel Golfier, carrega consigo todos os traços genéticos principais do primeiro Montgolfier que subiu.

1º Em seu formato, apesar de tanto tempo pouquíssima coisa foi mudada, ele foi levemente arredondado no teto, manteve um pescoço que liga a parte redonda a boca.

2º O biscoito que originalmente era a parte onde os irmãos ficaram, era oco e funcionava como habitáculo para os passageiros.

3º As fitas que hoje são utilizadas com caráter estético, no balão de 1783 tinham função vital, pois seguravam e uniam o biscoito onde iam os passageiros ao balão.

4º O cesto, esse sim foi um implemento feito aqui por baloeiros, não existe na versão original dos irmãos Montgolfier, mas que acrescentou grande brilho a esse balão.

Um balão que apesar não ter um grande adereço, sua confecção e seus adornos como o biscoito consomem tempo e criatividade, sendo por vezes fatores decisivos na hora de um julgamento, um balão que até pouco tempo não era visto com tanta frequência como é visto hoje em dia, a cada dia que passa mais e mais turmas o confeccionam, talvez porque hoje seja possível o deixar lindo em todos os aspectos.


PIÃO BANDEIRA

Para muitos ele é o mais belo balão, o mais elegante, e para alguns ele só deve ser solto com bandeira, jamais com qualquer outro adereço.

Assim como seu primo o batata, o pião carrega exatamente todos passos dele, mas com um grande diferencial, sua forma.

Que turma nunca pensou em soltar um pião bandeira? A resposta é clara NENHUMA.

Criação da mente brilhante de um carioca que mostrou para o mundo este belo balão, sim Ivo Patrocínio é o pai do balão pião, e a ele devemos agradecer por apreciar obras tão lindas que vimos e vemos ate hoje.

Desenhados, taqueados, multicoloridos, monocromáticos, dizem que o pião é lindo de qualquer jeito, e realmente é difícil contestar essa afirmação.
 


BAGDÁ BANDEIRA

Bagdá, quando se ouve esta palavra à primeira imagem que temos em mente são as torres das mesquitas e prédios dessa cidade.

O balão Bagdá teve inspiração naquela forma, um balão que também tem seus admiradores e outros que torcem o nariz, mas o que realmente importa é que sua beleza é incontestável.

Um balão que traz consigo um pequeno desafio, deixar seu bico em pé, sim amigos muitos já subiram dobrados e murchos, formula para levantar esse bico existem muitas, soltar e puxar o balão afim pressionar o bico, aumentar a pressão do maçarico, já houve até balão auxiliar só para levantar o bendito bico!

Ele tem dimensionamento de carga diferenciado pois apenas 1/3 dele tem real força de propulsão o restante ajuda, mas não como em outros moldes, talvez ai também, esteja outro desafio, realmente é um balão que testa aqueles que o fazem.