lá
galera do Planeta Balão, como dito meu nome é Wellington, sou da Turma
Só Art, gostaria de participar do quadro Minha História, tenho algumas
histórias do nosso mundo dos balões, mais uma história que me marcou
foi a soltura da Armação da Estrela do Ar (Tema India) que ganhou Boca
de Ouro. Então vamos lá, A Turma Só Art Tinha acabado de ser criada
pela minha junção (Wellington) que fazia balão sozinho com o Silas e o
Peterson, então turma nova, um monte de projetos na cabeça, em fim todo
aquele entusiasmo. Então resolvemos preparar um modelado de 8 metros para
soltar no festival da Lua Cheia, então fomos lá e preparamos o balão e
a bandeira, chegou o dia do festival e lá fomos nós rumo a São
Bernardo/Diadema onde seria o festival, toda aquela empolgação dentro do
carro (detalhe 6 moleques dentro do carro, antena e aranha amarrada no
bagageiro), no meio do caminho encontramos outros baloeiros que também
estavam rumo ao festival, era por volta de 21:00 horas tempo travado céu
aberto e nada de subir balões. Quando chegamos perto do campo tinha
alguns baloeiros voltando, e quando viram aquele monte de coisa em cima do
carro, foi fácil de nos identificar como baloeiro e nos falaram que o
festival teria mudado de campo que seria no Cambo do Beira Rio em São
Bernardo, porem ninguém sabia ao certo como chegar ao campo, mas como
todo bom baloeiro não poderíamos voltar para casa sem soltar o balão e
lá fomos nós em carreata sentido ao Beira Rio, no caminho encontramos
mais alguns baloeiros que também iriam ao festival e falamos para nos
seguirem. Quando chegamos perto do campo o balão da Estrela do Ar estava
sendo bojado, ficamos felizes da vida, pois para nós tínhamos chegado ao
festival, então entramos no campo que estava cheio de gente e tinha mais
um monte de turmas que estavam com balão, porque também tiveram a
informação que o festival seria lá, então o balão foi sendo bojado, a
armação acendida e então o balão foi subindo perfeitamente, pegando
travessa por travessa e erguendo aquela linda armação da India, eu o
Peterson e o Silas estávamos maravilhados, pois até então nunca
tínhamos visto uma armação daquele porte pessoalmente, conversando com
o pessoal que estavam com balão no campo, ficamos sabendo que o festival
tinha sido cancelado. Então o pessoal foi indo embora do campo. Como
estávamos empolgadissímos com a soltura da armação, resolvemos que
iríamos soltar o nosso balão mesmo não tendo festival, conversamos com
o caseiro do campo e pedimos para ele se poderíamos soltar o nosso balão
pela manhã e ele disse que poderia soltar do estacionamento do campo que
por sua vez era de bom tamanho para soltar o nosso balão. Descarregamos o
carro do pai do Peterrson, montamos a nossa antena e o cabresto da
bandeira, resolvemos acender uma fogueira e ficamos ali, conversando a
madrugada inteira, esperando amanhecer. Quando o dia começou a clarear,
desempacotamos o nosso balão e começamos a enche-lo, soltamos o nosso
balão na manhã de um domingo que estava ensolarado e sem nenhuma brisa,
e que por sua vez o céu estava repleto de balões. Ali do campo mesmo deu
para ver vários, tinha muitos balões mesmo. Hoje tenho 26 anos ainda
estamos fazendo balões, mais não mais no mesmo ritmo de antigamente,
onde eu, Silas e o Peterson soltavamos balão todo o fim de semana, às
vezes no meio de semana, não tinha tempo ruim, era só chegar no campo,
encher o balão e manda-los para o alto, tenho saudades daquele tempo,
começo da decada de 90 onde todos os finais de semana o céu estava
forrado de Balões, tenho saudades das revoadas do Pascoal, eu não perdia
nenhuma, do saudoso Festival da Turma da Caverna, e quando leio essas
entrevistas como a da turma da Saudade, do Neno do Paulistano e do Adib da
turma da Penha o olho até enche de lágrima, pois infelizmente esse foi
um tempo que não volta mais... Pois é essa é uma das histórias do
mundo do balão que com certeza me marcou muito...
Clique
aqui para ver na integra a entrevista com a Estrela do Ar.
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