:: História do Mês 10/08 ::


:: Lapidado de 18 metros Estrela do Ar :: 
:: Wellington/ Só Art ::


lá galera do Planeta Balão, como dito meu nome é Wellington, sou da Turma Só Art, gostaria de participar do quadro Minha História, tenho algumas histórias do nosso mundo dos balões, mais uma história que me marcou foi a soltura da Armação da Estrela do Ar (Tema India) que ganhou Boca de Ouro. Então vamos lá, A Turma Só Art Tinha acabado de ser criada pela minha junção (Wellington) que fazia balão sozinho com o Silas e o Peterson, então turma nova, um monte de projetos na cabeça, em fim todo aquele entusiasmo. Então resolvemos preparar um modelado de 8 metros para soltar no festival da Lua Cheia, então fomos lá e preparamos o balão e a bandeira, chegou o dia do festival e lá fomos nós rumo a São Bernardo/Diadema onde seria o festival, toda aquela empolgação dentro do carro (detalhe 6 moleques dentro do carro, antena e aranha amarrada no bagageiro), no meio do caminho encontramos outros baloeiros que também estavam rumo ao festival, era por volta de 21:00 horas tempo travado céu aberto e nada de subir balões. Quando chegamos perto do campo tinha alguns baloeiros voltando, e quando viram aquele monte de coisa em cima do carro, foi fácil de nos identificar como baloeiro e nos falaram que o festival teria mudado de campo que seria no Cambo do Beira Rio em São Bernardo, porem ninguém sabia ao certo como chegar ao campo, mas como todo bom baloeiro não poderíamos voltar para casa sem soltar o balão e lá fomos nós em carreata sentido ao Beira Rio, no caminho encontramos mais alguns baloeiros que também iriam ao festival e falamos para nos seguirem. Quando chegamos perto do campo o balão da Estrela do Ar estava sendo bojado, ficamos felizes da vida, pois para nós tínhamos chegado ao festival, então entramos no campo que estava cheio de gente e tinha mais um monte de turmas que estavam com balão, porque também tiveram a informação que o festival seria lá, então o balão foi sendo bojado, a armação acendida e então o balão foi subindo perfeitamente, pegando travessa por travessa e erguendo aquela linda armação da India, eu o Peterson e o Silas estávamos maravilhados, pois até então nunca tínhamos visto uma armação daquele porte pessoalmente, conversando com o pessoal que estavam com balão no campo, ficamos sabendo que o festival tinha sido cancelado. Então o pessoal foi indo embora do campo. Como estávamos empolgadissímos com a soltura da armação, resolvemos que iríamos soltar o nosso balão mesmo não tendo festival, conversamos com o caseiro do campo e pedimos para ele se poderíamos soltar o nosso balão pela manhã e ele disse que poderia soltar do estacionamento do campo que por sua vez era de bom tamanho para soltar o nosso balão. Descarregamos o carro do pai do Peterrson, montamos a nossa antena e o cabresto da bandeira, resolvemos acender uma fogueira e ficamos ali, conversando a madrugada inteira, esperando amanhecer. Quando o dia começou a clarear, desempacotamos o nosso balão e começamos a enche-lo, soltamos o nosso balão na manhã de um domingo que estava ensolarado e sem nenhuma brisa, e que por sua vez o céu estava repleto de balões. Ali do campo mesmo deu para ver vários, tinha muitos balões mesmo. Hoje tenho 26 anos ainda estamos fazendo balões, mais não mais no mesmo ritmo de antigamente, onde eu, Silas e o Peterson soltavamos balão todo o fim de semana, às vezes no meio de semana, não tinha tempo ruim, era só chegar no campo, encher o balão e manda-los para o alto, tenho saudades daquele tempo, começo da decada de 90 onde todos os finais de semana o céu estava forrado de Balões, tenho saudades das revoadas do Pascoal, eu não perdia nenhuma, do saudoso Festival da Turma da Caverna, e quando leio essas entrevistas como a da turma da Saudade, do Neno do Paulistano e do Adib da turma da Penha o olho até enche de lágrima, pois infelizmente esse foi um tempo que não volta mais... Pois é essa é uma das histórias do mundo do balão que com certeza me marcou muito...

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