:: História do Mês 08/08 ::


:: Resgate Modelado de 36 metros Os Naypes :: 
:: Ale /T. da Cantareira ::


Tudo começou em uma bela manhã do dia 10/11/96, saí no resgate como de costume com a minha inseparável moto.

Foi quando avistei um 9x9 da turma do moinho e fui atrás, mais quando cheguei no local da descida já havia aquele tumulto, resolvi sair fora, fui para marginal pinheiros, e na altura da ponte dos remédios avistei um balão para os lados da castelo branco com uma tripa de baixo. Peguei a Anhaguera para ir atrás do danado, e chegando em Cajamar trombei com o pessoal da Balão Bágico, pois já estavam atrás do danado.

Quando perguntei que balão era aquele, ai que fiquei sabendo que era o modelado 36mts da turma Os Naypes.

Segui em frente e peguei a estrada que dava acesso a Jordanésia, andei por 40km deixando o balão bem para esquerda já descendo, quando olhei para trás e os carros já haviam voltado achando que o não era a estrada certa. Para minha sorte a estrada começou jogar para a esquerda me deixando de frente para o bichão, então trombei com 2 caras de Jundiaí que se encontravam em um kadet vinho, e nisso o bichão crescendo cada vez mais!!! Eles me perguntaram que balão era, para despistar disse que era um modelado de 18mts que havia subido de São Paulo nisso o danado passou por cima de nós e as esteiras começaram a bater no chão de um pasto, no desespero o cara do kadet começou a correr a pé, mas eu e meu garupa continuamos na moto, entramos pasto adentro vendo o bichão devastar tudo pela frente. De repente cai com a moto, levantei rapidamente e continuei a correr atrás do danado que não parava de arrastar por causa da forte brisa. Chegou uma hora que não dava mais para ir de moto, larguei a moto no chão e sai correndo, olhei para o lado avistei o cara de Jundiaí  ele estava mais próximo das cordas do que eu, foi ai que gritei para que ele enrolasse as cordas no mourão da cerca, mas foi em vão,  pois o danado arrancou o mourão da cerca e quase a mão do cara. Continuamos a correr, o cara caiu em um buraco e nisso consegui me agarrar nas esteiras, no primeiro bloco de baixo para cima já que o balão possuía 3 blocos de 500 dzs cada, ele continuou me arrastando no meio de galhos e arbustos, etc... Quando dei por mim já tinha sido arrastado por alguns 50 mts de distância e o balão não parava de bater nas àrvores, foi quando ele enfiou o bojo em um coqueiro para meu alívio.

Como ventava muito forte devido ao horário e eu grudado nas esteiras com muito sacrifício o bichão me levantava do chão a uns 2 mts de altura.finalmente consegui alcançar a boca. E que boca do danado!!! O braseiro caia dentro e começava a queimar

o papel e minha blusa, mas como o balão era muito bem feito, pois levava muita porrada do vento e quando começava a pegar fogo por causa dos braseiros, o vento entrava e o fogo apagava, de repente surgiu um moleque do nada e grudou na boca, na hora bateu um vento mais forte e levantou o moleque uns 3 mts de altura do chão, eu subi em um tronco e me pendurei nas pernas dela para abaixar. Foi ai que o cara de Jundiaí apareceu e também colou na boca do danado, então ficou sabendo que se tratava do modelado de 36mts Os Naypes.

Só ai depois de tudo isso é começaram a aparecer os baloeiros, mas por bom censo eu sorteei o balão e ganhei,tinha que ser. Arranquei a boca e voltei para procurar minha moto, começei a desmontar a boca, chegou alguns caras querendo ajudar a tirar o papel das árvores, mas já era tarde os caras que se dizem baloeiros já tinham arrancado o bico do balão outro o naipe que tinha no bojo do mesmo ai perdi o gosto, larguei o papel e levei só a boca, com o apoio dos amigos das turmas sem saída e do Luciano turma sonhos de voar  o qual aproveito par pedir desculpas por ter amassado o teto de seu chevette com a boca no transporte,depois fiquei sabendo que havia um lindo troféu de resgate,que este me foi entregue pelo Bortoloto As Naypes.

Alê Loco, Turma da Cantareira.

Clique aqui para ver na integra a entrevista com Os Naypes.

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