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Nesta
entrevista ficamos conhecendo e vocês também poderão conhecer a turma Amor a
Arte, sem duvida durante a entrevista ficamos surpresos com a humildade, a
capacidade, a simpatia e jeito bom amigo desta turma. Descobrimos ao longo da
entrevista que balão para Amor a Arte é realmente algo sério, pois o Dito
junto com esposa Bete, e todos os filhos alem dos integrantes que não tem o
sangue do Dito e da Bete nas artérias, mas são considerados filhos, estão
envolvidos. Por certos momentos durante a entrevista houve períodos de extrema
emoção nos relatos que quase chegaram as lagrimas quando citados filhos e
integrantes, e pudemos descobrir que um termo que muitas turmas usam, mas poucas
compreendem aqui se faz presente e de um modo muito forte, que é a palavra
FAMILIA, aqui apesar de integrantes de fora (que não são filhos e esposa) quem
entra para á Amor a Arte entra para família mesmo, com direto a carinho,
compreensão e todo suporte a que se tem direito, coisa que vemos muito
raramente hoje em dia em 100% das Turmas.
O Dito sempre fez seus balõezinhos de seda desde moleque mas com equipe começou
com seu primo pelota que era da turma Popaye em 1982. Cortavam seus próprios
balões, faziam canudos cortados no meio para confeccionar 2x2, 3x3, e faziam
tudo no chão sem bancada.
Depois que deixou de fazer balões com seu primo, foi para turma do bairro onde
morava perto do seu amigo de infância Maurício, e
integraram a turma do cometa. ¨Eu
não tinha muita experiência
para confeccionar, mesmo assim fomos fazer um
letreiro mas não
deu certo e fui convidado a sair desta turma.¨ Passou então a
fazer os balões sozinho. Gostava de fazer balões Caixa com bandeira do
Brasil, Taqueadinhos e o Almofada, ai depois fui fazer balão com a turma
Captura nos meados 1988. Depois
descobriu o Mauricio montará uma Turma chamada Amor a Arte, e
juntaram-se em
1989.
Ficamos ainda com a Captura, mas alguns integrantes desta turma se tornaram
evangélicos e acabou a turma. Eu e o Maurício continuamos definitivamente
com nossa
turma Amor a Arte”. Ficaram então o Dito, seu
compadre Valter, o Maurício, Arizinho e o Sem Fim, que
mora em Santo André e
até hoje continua fazendo balões. Não gostamos pois ele usa o nome de
nossa turma e na realidade ele gosta de resgate de balões, quando o Sem Fim começou conosco, ele tinha entre 15, 16 anos.
Toda essa fase
de transições de Turma e criação da Amor a Arte ocorreu e
em meados
de 1989.
Planeta Balão: Tudo isto em 1989?
Amor a Arte:
Sim, foi em 89. De lá pra cá, tudo beleza.
Em 1991 comprei o terreno aqui em Ribeirão Pires e a turma tinha ficado
lá em Santo André.
Planeta Balão: Mas já tinham soltado o 7x7?
Amor a Arte: Sim,
já tínhamos soltado também letreiro e
gostávamos de resgate. Soltamos este 7x7, fogueteiro concorrendo a
boca de ouro, era a época da Rosa do Toni, que patrocinava a boca de
ouro. E sempre
soltávamos balõezinhos. Disse para a turma que eu comprei este terreno aqui e
queria fazer um lugar para confeccionar balões. Fiz uma garagem
embaixo, grande, e a bancada. Tínhamos comprado um balão 8x8
em São
Bernardo, na loja Baloarte para
nós confeccionar de papel hulk. E falei para o pessoal que este era o primeiro
balão que entrou nesta nova casa, pois aqui eu faria a bancada dos meus sonhos.
Fizemos uma edícula com telhado e a bancada em cima. Depois foi feita outra
bancada na garagem. Foram feitos também vários letreiros neste mesmo
tempo,
começamos a procurar pessoas da região, que sabiam fazer balões, para
entrarem em nossa turma. A princípio vieram o Victor e o
Vladmir e mais 2 meninos. Fizemos 4x4, 5x5 e 6x6 truff de 10 mts. Logo
depois
entrou o Pino (desenhista) que estava com a turma encerrada, pois havia se casado há
pouco
tempo, e quando perguntamos se ele gostaria de continuar a fazer balões, ele
aceitou, pois disse que não era possível faze-lo sozinho. O pino tinha um Pião
de 24 metros. Que acabou estragando, mas que através
deste Pião nasceu à idéia
do Pião de 28 metros, isso no início da turma,
houve um tempo em que muitos saíram
da turma, por vários motivos, um deles era o fato de que eles faziam balões e
a fama ficava com o pessoal de Santo André. Coloquem aí: fazer balões
é para quem gosta realmente e tudo isto que todos estaõ vendo aí é conseqüência
de um trabalho de muitos anos atrás. No tempo em
que meus filhos nem eram nascidos. Assim que nasceram já foram para a bancada. A
Turma Amor a Arte não
é apenas o Dito, mas sim a família Amor a Arte (disse emocionado quase as
lagrimas). Pino, Marco Aurélio, Jhonatan, Igor, Bete, Jennifer, Amaral, Beto,
Serginho, ED e Cabelinho que foi e voltou. Para manter tudo isso tem que deixar de
passear com a família, para comprar seda ou outro material.
O maior prazer da turma é ver e
fazer balões sem
ligar para tamanho ou decoração. Porque para fazer balões não
è fácil, só è fácil criticar, faze-lo è o que è difícil. Gostaríamos
que as pessoas dessem mais valor e ter mais união, porque se nem os baloeiros
se entendem, imaginem a sociedade. A
Amor a Arte não é a maior nem a melhor,
tem muita turma acima de nós. Se algum membro não quiser fazer o balão, está
fora.
Planeta
Balão: Existem dias e horários fixos para fazerem
os balões?
Amor a Arte: Não. Cada um faz quando quer. A porta fica
sempre aberta.
Planeta Balão: Vocês estipulam prazo para terminar os balões?
Amor a Arte: Não, assim que é posto o balão na bancada só
se pega nele. Coincidi as solturas serem sempre nos meses de março/abril, e só
paramos quando a mídia fica em cima.
Planeta Balão: Vocês param pela perseguição ou pela
seca?
Amor a Arte: Pelos dois motivos, antigamente tinham-se muito mais matas e muito
mais fábricas e os balões não eram perseguidos, pois eram pequenos e de seda.
Isso é coisa dos políticos, não que isto não é perigoso, perigoso é, mas
precisa ter uma conscientização.
Planeta Balão: O balão bem confeccionado causa risco?
Amor a Arte: Sim e não, falta chegar num padrão, e tem
tudo para chegar.
Planeta Balão: Fale sobre os
resgates.
Amor a Arte: O baloeiro mesmo, não deveria dar valor para
o resgate, pois este trabalho não é valorizado. É valorizado somente o
trabalho dos outros e é aproveitado o que já está feito. Mas deveria ter
grupos de resgate para salvar o balão. O que falta hoje em dia é união no
resgate.
Planeta Balão: A turma Amor a Arte, nunca participou de
resgate?
Amor a Arte: No início da turma sim, em Santo André. Mas
nós não gostamos de resgate, se for visto alguém em Santo André no resgate
com camiseta escrito Amor a Arte, este não é aqui de Ribeirão Pires. Vamos
para ver o balão cair e não para participar do resgate. Com exceção se
estivermos sozinhos e o balão estiver caindo aí não dá para deixar lá, não
é mesmo?
Planeta Balão: Qual a modalidade de balão que a turma
gosta mais?
Amor a Arte: Gostamos mais do bandeira.
Planeta Balão: A turma é a favor de balões fogueteiros?
Amor a Arte: Gostamos, mas achamos que tem que acabar. Já
foi a fase do fogueteiro, incomoda todas as pessoas que não gostam de balão.
Ter que acordar cedo pelo barulho, ninguém é obrigado a gostar do que os
outros gostam. Fora isto, achamos fogueteiros da hora!
Planeta Balão: A turma é favor do gigantismo?
Amor a Arte: Não somos contra, mas tem que ser mais
elaborado.
Planeta Balão: Vocês acham mais bonito um modelado 12
riscado ou 15x15 todo vermelho?
Amor a Arte: O modelado 12 riscado. Se bem que às vezes um
modelado 12 não fica tão bonito quanto um 15x15 riscado.
Planeta Balão: Mas vocês parariam para ver um modelado 12
riscado ou 15x15 sem decoração?
Amor a Arte: Com certeza o modelado 12 riscado.
Planeta Balão: Quem manda melhor: São Paulo, Rio de
Janeiro ou Paraná?
Amor a Arte: São Paulo domina, depois o Rio de Janeiro.
Por causa da repreensão no Rio eles tem que fazer seus balões rápidos e
desmontaren suas bancadas, por causa da denuncia e da policia
para ela não levar tudo. Agora
aqui em são Paulo esta assim.
Planeta Balão: Balão na sua opinião é folclore ou algo
proibido?
Amor a Arte: É folclore e é uma arte!
Planeta Balão: Vocês acham que deveriam expandir as
turmas ou ficarem somente como são atualmente?
Amor a Arte: Achamos que deveriam ficar somente quem
realmente gosta, porque antes todos viam um balão e queriam ser baloeiros,
hoje
o baloeiro se cria, os próprios filhos se tornam baloeiros ou poucos que vão
surgindo por verem balões. Acabar completamente não acaba. Talvez chegue uma
época que soltar balões será tão difícil, que será visto somente balões
pequenos e escondidos.
Planeta Balão: E a concorrência com a boca de ouro, vocês
acham que deveria voltar?
Amor a Arte: Se nós falarmos que não gostamos de troféu
estamos mentindo. Eu dito, falo assim: o cara que ganha pelo menos um parabéns,
já ganhou um troféu. Seria um grande incentivo se o boca de ouro fosse mais
organizado, não houvesse panelas, seria uma coisa linda. Não somos contra o
troféu.
Planeta Balão: O que vocês acham dos
organizadores?
Amor a Arte: Não posso falar nada,
pois não temos muita
intimidade. Foi difícil fazer o Pião. É difícil São Paulo premiar com troféu,
as turmas do ABC.
Planeta Balão: Qual a maior
dificuldade que vocês
enfrentaram para fazerem os seus Balões?
Amor a Arte: A maior
dificuldade foi para fazermos o Pião,
por ter sido nosso primeiro balão grande e riscado de bico a boca, só tínhamos
riscados balões pequenos, quando vimos o que tínhamos na bancada, e o fato de
ser riscado, trememos. O Pino não sabia fazer riscado, um cara deu uns
toques,
experimentaram em um modelado painel. Quando trouxeram a foto da bandeira, o
Pino olhou e falou: meu deus do céu, como vou fazer isto? A foto
passou na mão de 3 caras. Quem terminou fazendo mesmo foi o Pino com a ajuda do
Rogerinho da turma da Caverna, o Sandro Pacote da ACME fez o
leque do balão e o
Pino riscou.
Planeta
Balão: Quanto tempo levou para riscar este Pião?
Amor a Arte: Levamos 4 meses para
riscá-lo.
Planeta Balão: Em algum momento, a turma
pensou em terminar?
Amor a Arte: Não, Quanto mais vejo desenhos, mais
quer fazê-los. Eu viajo no balão(Pino). A Amor a Arte é uma turma em que todos são amigos e família.
Não temos este negócio de parar, se esfria, sempre ficam o Dito e os filhos e
o Pino também e logo volta a turma toda.
Planeta Balão: Pino você não ficou com aquele
negócio
na cabeça como ficará o balão?Será
a glória ou será o fim?
Amor a Arte: Quando estávamos forrando, abríamos os gomos
para ver o resultado e a turma via algo errado logo arrumávamos. Todo mundo fez
tudo e sabíamos como fazer. O Pino alem de riscar também forrar os balões
e se ele amolece já leva uma dura construtiva para ninguém desanimar.(Dito)
Planeta Balão: Qual foi o balão que mais marcou a turma
Amor a Arte?
Amor a Arte: Foi o Pião de 28 metros por vários motivos,
incluindo o prêmio boca de ouro. A dificuldade foi grande e por ser também o
nosso primeiro riscado e no final deu tudo certo.
Planeta Balão: Vocês ouviram muitas críticas, como por
exemplo, que vocês não conseguiriam fazer esse Pião de 28 metros?
Amor a Arte: Sim, falaram várias coisas, entre elas que não
conseguiríamos fazer e que o balão iria acabar com a turma. Provamos que não
era impossível, tudo é difícil até mesmo montar a turma.
Planeta Balão: Mas mudando um pouco de assunto, na opinião
da turma o que aconteceu realmente com o modelado 22?
Amor a Arte: Foi a bucha larga e muito respirada, tostou na
garganta. A base tinha 62 cm., e as buchas estavam muito respiradas, e a bucha
inflamou de uma vez, ele ficou com muita força e não tinha espaço para guiar.
Se a bucha fosse mais fechada e menos larga, daria certo. Só pontiamos a
bucha quando fomos ver ela estava totalmente inflamada.
Planeta Balão: Qual foi a reação da turma no momento
deste acontecimento?
Amor a Arte: O que a gente queria ver vimos. Não ficamos
chateados. Só sentimento
pelos invejosos, porque quem faz balão sabe que isso
acontece, e com quem não aconteceu ate hoje?
Planeta Balão: Este balão agradou a turma?
Amor a Arte: Agradou e muito.
Planeta Balão: Hoje vocês se preocupam mais com estes
detalhes, que fizeram queimar o modelado de 22 metros?
Amor a Arte: Com certeza, cada integrante irá prestar mais
atenção nestes detalhes.
Planeta Balão: Houve
alguém que notou o fato da bucha e
alertou vocês?
Amor a Arte: Não, o que aconteceu foi o seguinte, a bucha
do pião não foi feita por nós, mas por terceiros. Houve comentários que o pião
havia aberto o bico e não tinha andado nada, mas não era verdade, pois o Pião
caiu com o bico fechadinho, e por outros vários motivos resolvemos fazer a
bucha do modelado bem servida, e eu Dito disse assim: Vamos arrebentar a
boca do balão, e foi o que aconteceu... Pra que falaram! (risos). Mas
isso serviu de lição, nunca faça coisas para mostrar aos outros faça para
você mesmo.
Planeta Balão: O molde real era aquele? Foram aumentados 2
metros na boca mesmo?
Amor a Arte: O molde do balão è como pedimos, igual o
modelado da emenda que achamos melhor para mostrar mais a decoração foi feito
como pedimos. Para nós era um modelado lapidado, mas não podemos desrespeitar
as outras turmas.
Planeta Balão: Se não fosse modificado você acham que
isso teria acontecido?
Amor a Arte: Não faria diferença, pois o problema foi
somente com a bucha. O balão pegou força demais de uma só vez.
Planeta Balão: Foi por causa dos respiros baixos?
Amor a Arte: Também não, os respiros estavam a 1,20
metros acima da bucha e o respiro era de 10 mm.
Planeta Balão: Porque vocês vão usar fio dental nesse
lapidado de 18 que estão confeccionando?
Amor a Arte: Pelo fato de ter um melhor acabamento e assim
também facilita para desenhar e forrar o balão, fica mais assentado com o fio
dental e nem fica vincado.
Planeta Balão: Qual o maior balão que a turma pretende
fazer, ou seja, o sonho da Amor a
arte?
Amor a Arte: Um Pião de 45 metros. Riscadão, mais no
momento o máximo para gente é um Pião de 36 metros.
Planeta Balão:
Qual balão vocês consideram o melhor
dentre todos que já viram?
Amor a Arte: O modelado de 60 metros da jurema, soltura
nunca mais terá igual, deram sorte com o tempo, enfim tudo.
Planeta Balão: Vocês acham que foi técnica ou sorte?
Amor a Arte: As duas coisas.
Planeta Balão: E os Balões que marcaram
a vida da Amor a Arte?
Amor a Arte: Pião 24 Alfa, tudo o que a Amor a Arte é
hoje devemos a aquele balão. Ou faríamos igual ou parecido. O truff da Emenda
com o Airton Senna, Estrela do Ar com o Painel do Índio e Severa e Albatroz com
painel Guerra dos Mundos, são os balões que realmente marcaram a gente.
Planeta Balão: Qual o balão que vocês
fariam uma réplica?
Amor a Arte: O painel Guerra dos Mundos da Severa e
Albatroz, e o balão da Alfa (parabéns a eles).
Planeta Balão: Qual a pessoa mais legal, que vocês
conhecem deste meio?
Amor a Arte: Garcia da Prisma, muito nosso
amigo, não
temos nada a falar dele e quem falar mal, tem que provar.
Planeta Balão: A turma guarda ressentimentos de alguém?
Amor a Arte: Sim, muitos principalmente aqueles que são amigos e depois vê que a turma esta fazendo balões bonitos e bons ficam
criticando e procurando defeito e falam mal da gente pelas costas. Se gostam
tanto de falar, façam melhor e não igual
Planeta Balão: Na opinião da turma, o que falta no
quesito “segurança”?
Amor a Arte: Que o balão seja de ferro ou fazer as coisas
certas.
Planeta Balão: Vocês acham que existe um balão 100%?
Amor a Arte: Sim, o nosso Pião. O que é errado são as
pessoas que se envolvem com os balões. A Amor a Arte constrói os balões e
temos que se ajudar. Acreditamos que os pequenos podem se tornar grandes, o balão
é seguro, as pessoas não. Não se deve ter vergonha de esclarecer as dúvidas.
Planeta Balão: Já foi negada alguma informação a vocês?
Amor a Arte: Não, pelo menos para as pessoas que
perguntamos.
Planeta Balão: Exceto o Garcia, tem mais pessoas como ele
para vocês?
Amor a Arte: O Fabinho da Alfa, o pessoal da Estrela do Ar,
Lelo da Colorir pessoal legal e muito humilde, nossos parabéns a esta turma. Seu Wilson sua esposa e
filhos, Dorival, Zé Luis, Mauricio da Estrela do ar e o Waldir da Sai de Baixo
e outros que não me lembro no momento.
Planeta
Balão: Fale-nos sobre resgate.
Amor a Arte: Deveria ser mais organizado.
Planeta Balão: Conte-nos um mico da turma amor a arte.
Amor a Arte: Fomos ver um balão que não levou a
fogueteira e começou a estourar baixo, todo mundo saiu correndo. O Ditão se
escondeu atrás de uma árvore, quando ele foi voltar viu um riozinho e foi
pular, quando pulou caiu na lama, tudo isso para não dar uma voltinha de poucos
metros e passar por um lugar normal.
Planeta Balão: Uma coisa desagradável que lhes ocorreu?
Amor a Arte: Foi quando fizemos um letreiro para a namorada
de um cara que era da turma. O cara não aparecia para fazer o balão e nem
bancava nada, tudo foi pago por nós. Quando ele apareceu pedimos para amarrar a
bucha e colar a boca. No dia da soltura, o balão não subiu e ele resolveu
falar a verdade, pois ele não amarrou a boca. Só colou. Aí eles pegaram uma
agulha e passaram no balão e conseguiram amarrar a boca. O balão era lindo, na
letra “L” do letreiro tinha um anjo sentado tocando corneta e o balão tinha
uma rosa e no bojo descia o cabo dela, mas no dia da soltura bateu uma brisa e
ninguém queria voltar com ele para casa e foi assim mesmo e não se viu nada.
Outro fato foi quando oubaram a
moto do Beto. Uns caras no meio do caminho vieram, roubaram, deram tiros e
bateram nele. O Ditão quando viu os ladrões batendo no Beto jogou o carro em
cima da moto Tenere e os caras saíram fora levando a moto, conclusão: o Beto
perdeu a moto e mais um prejuízo de r$ 1.600,00 no carro do Ditão.
Planeta Balão: Um fato triste?
Amor a Arte: Foi a morte do Téo que morreu afogado.
Planeta Balão: Vocês fazem balões para se satisfazerem
ou para exibirem?
Amor a Arte: Fazemos balões para agradar a nós mesmos e
também os outros, gostamos de fazer para estar entre os que gostam de fazer
melhor, Por isso as turmas de hoje estão caprichando mais. Não sabemos se
vamos agradar a todos. Não ficamos procurando ver outros leques para fazer os
nossos balões.
Planeta Balão: Qual foi a emoção de ganhar o prêmio
boca de ouro?
Amor a Arte: Foi muito marcante para nossas vidas. só que
foi mudado, a entrega seria em nossa casa, porque o motivo
de um ano anterior ter dado aquela confusão . Não estávamos presentes
quando ocorreu o fato de bagunça no sorteio, ficamos sabendo depois e o
Bortoloto dos Naypes, veio para nos entregar o troféu em mãos.Que foi muito
emocionante em recebe-lo.
Planeta Balão: Haverá um balão que superará esta emoção?
Amor a Arte: Não, o primeiro sempre é mais emocionante.
Planeta Balão: Haviam outros balões concorrendo. Vocês
pensaram que iriam ganhar?
Amor a Arte: Sempre pensamos que podíamos ganhar.
Considerações
Finais by Amor a Arte :
 Gostaríamos de acrescentar que quando falo “meu balão”
significa o balão da minha turma. Não queremos rivalidade com ninguém. Se
amanhã ou depois alguém fizer um mais bonito, não tem problema. Nós estamos
fazendo o que gostamos, não comparem nosso balão com o balão de ninguém.
Cada balão tem sua época, cada balão tem a sua história, não copiamos nada
de ninguém. A Amor a Arte é humilde, não se acha nada. O que lamentamos muito
é o fato de que alguns amigos não freqüentam mais nossa casa e não sabemos
porque. Não é porque soltamos balões bonitos, que somos superiores a ninguém
e nem temos raiva de ninguém. Somos amigos e não temos inveja de nada e
procuramos fazer o melhor, somos prontos para ajudar a qualquer um. Mande um
abraço para turma toda do Garcia pela força, por sempre estar envolvido em
nossos projetos. E que se algo acontecer com o balão não culpem ele. Se as
pessoas que acham que a Amor a Arte, o dito e todo o pessoal têm rivalidade com
eles não pensem assim, pois somos amigos mesmo. O que falta é mais união
entre os baloeiros, ser baloeiro não é só soltar balões e sim também ter
amizades com outros baloeiros!
Agradecimento
da Família Amor Arte
Quero agradecer ao Planeta Balão®, por ter nos visitado.
e ver com seus próprios olhos que somos uma família. E que eles também farão
parte se assim o desejar, OBRIGADO ao Ricardo, valdemar, Bozzo e
principalmente suas esposas, por ter paciência e entender o amor de seus
maridos pelo balão e AMOR A ARTE dos BALÕES
Parabens
Pelo Site
Amor a Arte
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