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Desde quando conheço o Bozzo, sempre fomos de ir atrás de balões, ele sempre passava em casa os domingos lá pelas 06:00 da manhã e saiamos nos resgates de moto na época eu tinha uma DT 180 ano 82, o único problema e que neste tempo eu saia muito a noite e chegava normalmente lá pelas 03:00 horas da manhã em casa e sempre bêbado, não dava para eu me recuperar e logo o Bozzo já aparecia em casa e gritava bem alto o meu nome e acordava todo mundo lá de casa eu era o ultimo a acordar, minha mãe ficava doida da vida, e falava, acorda logo e vai atender seu amigo antes que toda a vizinhança acorde também e te de a maior bronca levantava na maior dor de cabeça e sono, mas sempre saiamos mesmo assim, já que estava acordado mesmo. Em umas dessas saídas, fomos até o festival do lajão em Guaianazes, acho que foi mais ou menos em 90, o dia não estava muito bom, estava com muita neblina, eu nem estava a fim de ir, estava daquele jeito, de ressaca e dor de cabeça, falei para o Bozzo que o festival não iria acontecer pelo fato de estar com neblina, ele me disse que não tinha nada a ver, pois festival acontece de qualquer jeito, só se estiver ventando ou chovendo, ai resolvemos ir. Chegamos no festival e o tempo estava bastante fechado devido a forte neblina, não dava para ver nada, a única coisa que vimos foi um vulto de uma Bagdá com bandeira, parada bem no meio de festival, quando chegamos lá encontrei um colega meu e ele disse que aquela Bagdá estava parada ali, uns 10 minutos, e ela não saíram dali, alguns minutos depois bateu um vento e empurrou ela, e junto saiu também um truff de 06 metros riscado com bandeira, eu nem havia desligado a moto e falei para o Bozzo se ele queria ir atrás da Bagdá ele disse que sim, e ai fomos nos atrás do balão, saímos do campo e quando entramos em uma avenida, o balão passou por cima de nos, ficamos sem vê-lo ai o Bozzo teve a idéia de irmos para um lugar alto, que ai poderíamos ver para onde ela foi, pra nossa surpresa na primeira rua que subimos, lá estava ela parada em cima de uma casa, toda de laje. |
O Bozzo desceu da moto e já foi logo subindo na casa e eu dei a volta no quarteirão para poder parar a moto melhor, subi na casa também, com muita dificuldade, pois sou ruim para estas coisas, ainda bem que tinha um muro colado no outro e um era mais baixo que o outro ficando mais fácil para eu subir na casa baixamos o balão, nisso um cara da casa de trás onde ficou a bandeira deu um tiro pra cima, nos falamos para ele ficar de boa, só estávamos querendo pegar o balão e ele disse que deu o tiro só para nos intimidar, e um outro morador que estava até com uma criança de colo também veio levar uma com a gente dizendo que ali era cohab Etelvina, mostrando que os moradores dali eram perigosos e o Bozzo falou para ele, e daí nós somos da vila verde que é mais perigoso ainda, mas não era nossa intenção arrumar briga e sim somente resgatar o balão, mas também não iríamos nos deixar intimidados e ficou por isso mesmo, ninguém mais mecheu com a gente. Continuamos a fazer nosso resgate, ai a pareceu o dono da casa, que também subiu no telhado e ao em vez de brigar conosco, foi nos ajudar, eu e ele segurávamos o balão enquanto o Bozzo tirava a bucha que ainda estava acesa, para apaga-la ele começou a jogar água na bucha , que vinha de uma caixa de água que tinha no telhado, para tirar os guias e os cabrestos pedimos uma faca para uma família da casa ao lado que estava tomando café, uma das pessoas deu uma limpada na faca que estava suja de manteiga e jogou para nos, bom tiramos tudo, muchamos o balão e pegamos a antena, a bandeira não deu para pegar pois estava muito molhada da neblina, só faltava levar o balão embora, mas na moto não dava para levar ai eu voltei ate o festival e chamei o meu colega para levar o balão embora, ele estava com uma Kombi, quando falei que tinha pego o balão ele nem acreditou, fomos para o local onde estava o balão e lá estava o Bozzo conversando com o dono da casa, o rapaz estava contando para ele sobre a separação dele com a esposa, o bozzo serviu de ombro amigo para ele naquela hora, colocamos o balão na Kombi e fomos embora, o interessante é que iam muitas turmas em casa para ver o balão, pois era uma Bagdá de 12mts que na época era considerada um balão grande. Fizemos uma nova bandeira para ele, arrumamos a boca colocando o nome da nossa turma e fomos salta-la no festival dos anjos e pegamos o 2º lugar. Realmente foi muito legal este resgate, ainda rimos muito ao lembrar deste dia.
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