stivemos em curitiba no niver do amigo Egbert, e contamos com a presença deste ilustre baloeiro carioca, onde pudermos compartilhar da alegria vivida por ele e sua esposa Mônica, desta vez em terras da Arábia Saudita, é isso Mesmo Tura soltando balão junino para sheik ver, foi em um evento Internacional realizado próximo a Riad na Arábia Saudita, ele foi convidado por amigos que conheceu durante o 4º Festival de Icaro na França realizado em 2006 no qual ele e a Mônica já são considerados organizadores e levaram mais de 2000 balões, soltaram modelados de 4,5 e 6 metros, santos dumont de 10 mts e uma revoada com quase 2000 juninos, ou seja o tura voltou a se realizar soltando balões e sendo adorado pelos franceses que não acreditam que essa arte possa ser criminalizada aqui no brazil, e lá eles ficam esperando todos os anos pela chegada dos baloeiros para fazerem esta festa linda.

Anexo vocês podem ler a carta escrita pela Mônica e pelo Tura, contando como tudo isso começou.e acompanhar aos vídeos aqui no Planeta Balão.

Primeiro Balão Na Arabia
Balão souto em uma ilha na Arabia Saudita
Crianças Soltando Balão
Homenagem
Torre Eiffel
Tura sendo entrevistado


Recepção não poderia ser melhor: - Cet Tura, des ballons papier? Disse Martine, com enorme entusiasmo e alegria transmitidos em seu caloroso abraço, quando chegamos na 3.ª feira – 17/09/2002, na sede de turismo de Saint Hilaire du Touvet, cidade localizada nos Alpes franceses, para participar da 29.ª Coupe Icare. Àquela altura, já havíamos esquecido o incidente no aeroporto Galeão com a polícia federal, que nos fez descer do avião com toda nossa bagagem de mão para mostrarmos o conteúdo de uma de nossas malas despachada para o compartimento de carga. Aberta a mala, um dos policiais perguntou o que era aquele volume, referindo-se às mantas de bucha, ao que o Tura respondeu tratar-se de algodão embebido em parafina derretida e que seria usada para inflar artefatos de papel em evento na França para o qual tinha sido convidado. Após tatearem e cheirarem as buchas, os policiais nos liberaram, sem nada perguntarem pelos volumes embalados em sacos plásticos (contendo 16 balões de papel e 5 de plástico) e retornamos ao avião. A mesma recepção tivemos por parte de Nicole. Ela e Martine integram o grupo de pessoas responsáveis pela organização da Copa, evento dedicado aos esportes aéreos (parapente, asa delta, balonismo, etc.), com programação extensa para 4 dias – 19 a 22.09.2002 – incluindo festival de filmes sobre vôo livre, tema entendido em sua visão mais ampla como “tudo que voa”. Neste ano, o lançamento de balões de papel (leia-se soltura de balões) por Tura, do Rio de Janeiro-Brasil seria uma atração inédita, descoberta através do filme “Les Ballons Pirates de Rio”. O presidente da organização da Coupe Icare, Daniel – nada mais nada menos do que o criador do parapente –, foi o responsável pelo convite ao Tura para participar do evento. O filme “Les Ballons Pirates de Rio”, um dos 22 selecionados para participar da competição de filmes entre 47 inscritos, foi dirigido e produzido por Etienne Chambolle em viajem ao Brasil no ano de 2000. A calorosa recepção veio de todos os voluntários que compõem o staff da Coupe Icare e que já haviam assistido ao filme. A presteza e boa vontade em atender nossas solicitações (materiais necessários à conclusão dos balões e à sua soltura) e o tratamento a nós dispensado foi uma inesperada, feliz e grata surpresa, que jamais esqueceremos. Surpresa maior e de cunho oficial foi vermos hasteada a bandeira do Brasil, em meio a outras de 4 países, no dia de abertura da Copa Ícaro (5.ª feira) e até o seu final, em frente à sede de Turismo de Saint Hilaire. Em 29 anos da Copa, pela primeira vez a bandeira do Brasil foi hasteada e, pasmem, devido ao balão junino. O orgulho de representarmos nosso País aflorou num segundo e nos comoveu. Naquele dia, por volta das 15 horas, o Tura concedeu sua 1.ª entrevista à mídia presente no evento: a reportagem foi filmada pela televisão francesa (estatal), com cenas do Tura confeccionando bocas para balões semi-prontos. A filmagem registrou, também, a primeira soltura de balão de papel, fora do horário oficial: uma estrela com as cores da França. Os repórteres se maravilharam com a magia do balão e se impressionaram com o gesto do Tura ao apagar, com a mão, um pequeno foco de incêndio perto da boca do balão ocasionado por uma rajada de vento. “Você não se queima?” perguntaram eles, ao que Tura respondeu: “Não. Nessa hora qualquer baloeiro mete a mão para apagar o fogo. Pode até se queimar, mas nessa hora isso não importa.” Três horas depois chegou um entusiasmado francês que acompanhou o balão e o resgatou em cima de uma árvore, apagado. Às 18 horas do mesmo dia, em plena luz solar (o poente ocorre por volta das 20 horas nessa época do ano lá), soltamos oficialmente o primeiro balão de papel, ao som da cantora brasileira Sheila Costa e sua banda, num belo e gostoso samba. A alegria e cumplicidade de encontrar uma brasileira naquele evento eliminou a sensação de estarmos distantes de nossa pátria. O público aplaudiu e vibrou. Várias pessoas se aproximaram para exprimir seu contentamento e solidariedade, além de parabenizar-nos pelo feito. Nossa conversa com a Sheila Costa foi marcado pela alegria do encontro de brasileiros fora de sua terra natal, pelo elo artístico do trabalho de cada um e pelo interesse dela em ajudar na luta pela descriminalização do balão através de familiares no Brasil, profissionais da mídia televisiva. Às 19 horas, na tenda de projeção, abriu-se o festival de filmes, com a exibição do filme “Les ballons pirates de Rio”, precedido de apresentação ao público de seu diretor e produtor, Etienne Chambolle, e de seu astro baloeiro convidado, Tura. Os aplausos em cada cena de soltura de balão e ao final do filme ecoaram no cinema lotado e demonstraram, a partir daquele momento, a repercussão positiva que tanto o filme como Tura e sua arte receberiam ao longo dos 4 dias de evento. A programação inicial de exibição do filme em dois momentos (à noite do 1º dia e à tarde do 2º) foi alterada e estendeu-se pelos dias seguintes para atender aos pedidos do público presente ao evento. As manifestações individuais do público verificadas no 1º dia se repetiram a todo momento em todos os dias. Diziam respeito, basicamente, à magia do balão, à efemeridade do balão e à arbitrariedade da lei (segundo eles, crime é proibir o balão). O conceito de efemeridade traduzia-se pelo fato de eles não compreenderem a satisfação do baloeiro em despender tempo e dinheiro na fabricação e soltura do balão, sem sequer se preocupar em recuperá-lo. A cada dia o público presente à soltura do balão aumentava. Novas entrevistas aconteciam: à rádio local, ao vivo; a jornais impressos foram duas num mesmo dia. Na sexta-feira até aula de confecção de balão japonês para crianças de uma turma escolar foi realizada, a pedido da professora, levada pelo encanto que o balão provoca não só nas crianças como também nos adultos. Na sexta-feira o Christophe - sócio do Etienne e cinegrafista na Flight Movie - juntou-se a nós em Saint Hilaire, para alegria de todos nós. Agora o grupo estava completo. No sábado à tarde, um espanhol nos procurou para convidar-nos a participar, em 2003, de um evento semelhante organizado em seu País. Nesse dia, o evento atingiu o clímax para nós, em dois momentos distintos. O primeiro, na cerimônia de premiação dos filmes vencedores do Festival, com dois prêmios para o filme “Les ballons pirate de Rio” – de 1ª direção e, o mais importante, de público – tornando-se o primeiro filme a ganhar dois prêmios nos vinte anos de realização do festival de filmes. Um dos troféus foi destinado ao Tura e resultou da intenção dos organizadores e dos jurados de traduzirem o sucesso por ele alcançado junto ao público e a empatia do público com sua luta pelo balão. Esse reconhecimento ficou evidenciado pela reação dos jurados ao término da exibição de trechos do filme, após a entrega do prêmios. Sentados à nossa frente, depois de assistirem ao último trecho em que o Tura diz “... dizem que Deus é brasileiro. Eu digo que, se Deus é brasileiro, Ele é baloeiro”, todos se viraram para olhar e cumprimentar o Tura com a vibração de quem compreende e gosta do que viu e ouviu. Esse foi o momento de maior emoção do Tura e as lágrimas vieram como se lavassem sua alma de todo o sofrimento e solidão vividos desde que transformaram o balão em crime. Naquele gesto e nos aplausos do público ele percebeu que seu ideal era compreendido, valorizado e apoiado por pessoas que nunca tinham visto balão em sua vida até aquele evento. O segundo momento mágico se deu na soltura de balões noturnos após a premiação. O lançamento estava previsto para ocorrer às 22:30 horas. Por volta das 19:45 horas nos dirigimos ao local de soltura para concluir a preparação da bucha, lanterninhas e o adereço do balão. Aos poucos as pessoas foram se aproximando do local, algumas se sentaram, outras permaneceram em pé e, quando nos demos conta, havia uma multidão à nossa volta. Ninguém arredava o pé dali. Uma senhora acompanhava com grande interesse nossos movimentos desde o início. O Tura a convidou a sentar-se junto à nos. Era italiana e disse que também trabalhava com as mãos: era designer de peças decorativas feitas de argila. Mostrei como fixávamos a vela na lanterninha e ela passou a ajudar-nos nessa tarefa. Na hora marcada iniciamos a soltura do balão. Eu fiquei na boca enquanto o Tura maçaricava o balão. Contamos com a ajuda de várias pessoas, algumas movidas pelo convite para participar do lançamento, feito pela revista “Ariel”, responsável pela divulgação do evento. Outras, como Pedro, um jovem português que esteve conosco na tarde daquele dia acompanhado de sua simpática esposa Ana, atuou como intérprete, repassando e demonstrando as orientações transmitidas, dentre elas a maneira de segurar o balão, de prender as lanterninhas no bojo do balão, de acender a vela sem queimar a lanterninha, do momento certo para realizar cada etapa ... No momento em que o balão ficou cheio e na posição vertical o público aplaudiu. Colocada e acessa a bucha, acessas as lanterninhas do bojo e da armação (uma pequena cruz), o Tura comandou a soltura do balão e, novamente, aplausos, desta vez com gritos de euforia. O Tura pergunta ao Etienne se era possível soltar outro balão para prestigiar o público presente. Repete-se a pergunta ao Daniel e obtém-se o consentimento. O público é avisado e rapidamente iniciamos os preparativos. Nesse momento, o pública nos cerca de perto para ver os trabalhos. O balão, dessa vez, é um disco voador sem o tampão levando três cata-vento, cada um programado para girar em sentidos alternados e levando duas buchinhas. Na hora que o balão sobe e começa a girar, com as buchinhas também girando, num efeito mágico, o público delira e aplaude. Duas pessoas seguram o Tura e o jogam para o alto, numa aclamação espontânea e festiva, ao som de “bravo, bravo..”. É um momento de muita alegria e regozijo. No instante seguinte, o Etienne vende cerca de 14 fitas do filme. O Tura ganha a aposta feita com o Etienne de que daria mais de três autógrafos naquela noite: ao todo foram sete autógrafos e dedicatórias. O resto da noite foi de comemoração, não sem antes de o Etienne e o Tura serem chamados ao cinema para falarem ao público que assistiria nova exibição do filme. O domingo amanheceu nublado e frio e, enquanto deixávamos Saint Hilaire descendo os Alpes e nos dirigíamos a Lumbin, local de pouso dos parapentes e asas delta, de decolagem dos balões montgolfier e local de nosso último compromisso na Copa Ícaro, soubemos pelo Etienne que estava praticamente certo novo convite para retornarmos à França ano que vem na 30ª edição da Copa. Segundo o Daniel, o Tura foi a estrela do festival. Em Lumbin o tempo estava péssimo para soltura de balão: um vento forte cortava a região, uma área descampada e aberta. A tentativa de soltar um balão de taquinho, de 7,7 metros foi precedida por um comunicado ao público dessa condição desfavorável e foi levada adiante em respeito à esse mesmo público presente. Como esperávamos, o vento impediu a soltura do balão acesso e a tentativa de soltá-lo sem bucha foi malsucedida, terminando com o balão todo rasgado pela forma incorreta das pessoas segurarem seu bojo e forte pressão do vento. Na entrevista realizada em seguida, o Tura se comprometeu publicamente a restaurar aquele balão para soltá-lo no mesmo local na próxima vez que lá porventura estivermos. Foi nossa última participação no evento. O saldo de toda essa aventura pode ser expresso no recorde de público presente à Copa Ícaro: saltou de 50 mil no ano anterior para 80 mil pessoas em 2002. Expressa-se também pelos amigos que lá deixamos: Daniel, Martine, Nicole, entre outros, e pelo fortalecimento da amizade com Etienne e Christophe, iniciada dois anos atrás aqui no Brasil. Evidencia-se pela oportunidade de divulgação e demonstração do balão de papel em um país que jamais havia conhecido e visto tal arte, mas que abriu suas portas e recebeu de braços abertos um de seus representantes. Ao abrir esse espaço, permitiu que o balão fosse conhecido e encantasse com sua magia aqueles que lá estavam – não só franceses como também italianos, belgas, alemães, portugueses e espanhóis. Não só crianças e jovens, mas também adultos e idosos, homens e mulheres, autoridades e esportistas. Em resposta, essas pessoas consagraram naquele evento o artista do balão lá presente e o diretor e produtor do filme que apresentou, àquele público, a magia do balão. O mundo que se prepare pois, além do Brasil, Portugal, Espanha e Itália, mais um país deve entrar na lista daqueles que cultivam a arte do balão, pois o Etienne recebeu e-mail de um Belga que quer aprender a fazer balão! Não incendiamos a França, como disse um amigo ao saber do propósito de nossa viagem, mas podemos dizer que o balão incendiou o coração daqueles que o viram.

Tura e Mônica - RJ

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COMENTÁRIOS

Turma: sem
Integrante: Fernando
Recado: Parabens muito legal essa matéria, fiquei emocionado em ler, lá fora é dado o devido valor a nossa arte. valeu

Turma: 100 DESTINO
Integrante: CEZAR (DIDI)
TempodeExistencia: 20 ANOS
Cidade: SAO PULO
Estado: SP
Recado: PARABENS PELA MATERIA...TURA E MONICA 100 PALAVRAS...EMOÇAO,TRADIÇAO,AMOR,PAIXAO ETC ...BALAO UMA PAIXAO INEXPLICADA ...

Turma: TS&A
Integrante: Markinhus
TempodeExistencia: 2anos
Cidade: RJ
Estado: RJ
Recado: Mais uma vez a história se repete: Um artista é reconhecido e aclamado fora da sua Pátria. Confesso que li esta reportagem com muita emoção, imaginando como as coisas poderiam ser diferentes por aqui também se houvesse um pouco mais de sensibilidade da parte dos nossos governantes, mas talvez, quem sabe, um dia, as coisas mudem. Parabéns, Tura, parabéns, Mônica, por representarem e divulgarem a nossa arte pelo mundo. Obrigado, Paulinho, por dividir conosco essa emoção. Um grande abraço a todos. Markinhus (TS&A)