![]() ![]() É histórico! Em época de Copa do Mundo sobem mais balões que o normal. Não sou antropólogo, mas é fácil perceber porque isso sempre aconteceu. Primeiro porque sempre subiu muito balão em junho durante os festejos juninos, quer no Rio quer em SP. Era sintomático, não havia festa junina sem balões; assim como não seria possível quadrilha sem sanfona! Balão era (e ainda é um pouco), além de costume oriundo dos nossos colonizadores portugueses desde o seu descobrimento, também rito religioso aos santos Antonio, Pedro e João em São Paulo; e no Rio, esses e mais São Manoel e Sant’ana; além de folclore... Voltando um pouco no tempo, mais precisamente em 1945, os mais velhos moradores da cidade de São Paulo já diziam, e continuam afirmando até hoje que, o mês de junho de 1945, foi o ano que mais subiu balões em todos os tempos. Os balões eram tantos que centenas colidiam uns com os outros no ar, e outros tantos caiam no chão sem que ninguém se importasse..., isso em todos os bairros!...Ao meu ver houve um motivo muito forte (e óbvio) para que isso tenha acontecido, que coincidentemente foi o fim da Segunda Grande Guerra Mundial, em maio de 1945, e conseqüente volta dos nossos pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira), que participaram da guerra em batalhas na Itália. |
Portanto, fato esse ocorrido um mês antes das nossas Festas Juninas, na qual a população do Brasil inteiro, notadamente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, pela sua própria tradição, e aproveitando esse momento de grande euforia e alegria, pela volta de seus soldados ao Brasil, festejaram com nunca, e com muitos balões, como jamais havia acontecido, e que jamais acontecerá novamente. Dando um pulo mais adiante, 1950 (ano esse também de muitos balões), quando fatidicamente perdemos o que seria a nossa primeira Copa do Mundo, na final, em pleno Maracanã para a seleção do Uruguai, aconteceu um fato interessante que o grande craque Zizinho, o Mestre Ziza como era chamado (que jogou no meu São Tri Paulo Futebol Clube), considerado até hoje um dos maiores jogadores do mundo, conta em seu livro “Zizinho” – O Mestre Ziza – Copa do Mundo de 1950, e registrado no meu, o seguinte: “A nossa distração na concentração era fazer balão, pois era o mês das Festas Juninas.Para cada partida, eu, Nilton Santos, Castilho e Alfredo II fazíamos um balão (outra tradição que querem acabar no Brasil) para soltar após o jogo. |
Nos dias que antecederam a partida contra o Uruguai, havia tanta gente dentro do nosso dormitório que não tínhamos local para estender umas folhas no chão para fazer um balão. E olhe que não estávamos fazendo nenhum “King of Kings”. Eram balões pequenos.
O Castilho até hoje reclama que perdemos a Copa porque não fizemos o balão”. |