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alão é Eterno, Proibir
é crime, Regulamentar é Preciso.
Balão é eterno:
Porque o fascínio ao ver um balão desfilando nos céus é algo que encanta
todo mundo. A magia de ver um balão no chão, sendo solto, encanta a
maioria. O prazer que se sente ao fazer e soltar um balão é uma paixão que
domina muitos. Não fosse pelo perigo e terrorismo da mídia, artistas do
balão seriam venerados aqui como são no exterior, a exemplo do mestre Tura
que é uma celebridade na França.
Quem experimenta fazer
e soltar balão vira refém desta paixão inexplicável, deste vício do bem. E
vício não se larga, no máximo se controla.
Então além dos
milhares que fazem balão hoje e ainda farão até o fim da vida, temos
outros milhares de filhos, sobrinhos e amigos que vão aprender com eles a
magia do balão.
Além destes, sempre
teremos aqueles que, como tanto ocorre há séculos, já nascem com o balão
na alma, e mesmo sem nunca ter visto um balão, já olham pro céu e sentem
que falta ali uma pontinha de luz, falta uma bolinha desfilando e
colorindo este quadro vazio que é o céu estrelado, este quadro em branco
que é o céu azul, esperando que os artistas lhe pintem não com poluição,
mas sim com obras de arte.
Sempre haverão os
artistas do papel, porque a natureza humana não muda, o encanto com as
mais belas artes é daquelas coisas inexplicáveis, coisas que tornam o Ser
Humano, Humano.
Proibir é crime:
Não só contra a cultura, mas contra a liberdade individual daqueles que
são responsáveis e soltam seus balões com Lógica e responsabilidade, tanto
que ao longo da vida soltam milhares de balões e NENHUM causou incêndio
nem ofereceu qualquer risco a aviação ou outras construções da sociedade
‘moderna’. Por isso fica claro a solução:
Regulamentar é preciso:
Pois se o balão é algo que, sem dúvida alguma jamais vai acabar, e ainda
pode ser totalmente seguro se feito seguindo algumas regrinhas básicas de
Física, então regulamentar o balão é a melhor saída para proteger a
Natureza, a Sociedade e os próprios Baloeiros, que no geral nada mais são
que pessoas de bem que investem o que podem na arte que lhes apaixona.
Veja alguns dos
Benefícios da Regulamentação contra as atuais Conseqüências da Proibição:
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Conseqüências da
Proibição |
Benefícios da
Regulamentação |
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Balões soltos
próximo dos aeroportos; já que transportar é crime. |
Fim dos balões
soltos perto dos aeroportos. |
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Balões passam pelas
rotas de aviões. |
Corredores de vento
pra evitar rota de avião. |
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Balões de grande
porte ainda sobem das ou passam sobre as grandes cidades e
refinarias. |
Balões entre
grandes (11-20m), muito grandes (21-40m) e gigantes (acima 40m), só
longe das cidades e rotas de vento que passem sobre elas, com pouco
peso para caírem com suavidade, sempre apagados. |
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Aumento da
corrupção policial. |
Menos corrupção,
polícia mais ética e profissional. |
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Qualquer um faz o
balão do tamanho que quiser, mesmo sem experiência e faltando itens
de segurança. |
As pessoas só farão
balões que tiverem certeza absoluta de que não vai ocorrer nada de
errado, pra não arcarem com as conseqüências. |
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Balões que causam
incêndio e não se sabe o responsável. |
Plaqueta de metal
soldada na boca permite identificar o responsável. |
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Redução drástica na
troca de informações e conhecimentos sobre o balão. As bancadas são
restritas aos membros da turma e isoladas. |
As bancadas
voltarão a ser um ponto de encontro e de diversão, dos baloeiros e
amigos do bairro. Pessoas novas voltarão a buscar ensinamento nos
mais experientes. |
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Eventos
desorganizados. |
Valor da entrada,
que geralmente vai para subornos, iria para organizar o evento e
ações sócio-ambientais. |
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Soltura de balões
com grande chance de dar errado. |
Regras de confecção
impediriam balões com excesso de peso e de bucha, feitos com
materiais e métodos inadequados. |
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Falta de controle
sobre as solturas. Cada um faz o que quer, pois o anonimato impede
punir quem causa prejuízos. |
Informar a soltura
a uma entidade de baloeiros e à delegacia local, com antecedência. |
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Invasões de
propriedade em resgates. |
Cadastro de
baloeiros permitiria identificar invasores e vândalos. |
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Violência em
resgates. |
Prioridade do
resgate para a turma que soltou, turma do bairro da queda e turma
que chegou primeiro. |
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Balões cada vez
maiores e em mais quantidade perto das matas. Cada vez menos balões
na cidade, porque no mato é mais discreto, mas ninguém faz balão de
4m pra soltar no mato, faz logo um de 20m pra compensar o trabalho. |
Somente balões
juninos ou pequenos (até 4m) e médios (5-10m) nas cidades, em locais
apropriados. |
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Balões soltos em
dias ruins, com vento, pois depois de todo o risco corrido, é raro
alguém abaixar um balão e guardar para um dia favorável, pelo risco
de ser pego com o balão na mão. |
Os artistas só
soltariam balões em dias excelentes, com o mínimo de vento. |
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Mesmo com quadro
reduzido, policiais perdem tempo combatendo obras de arte que, no
geral, não causariam mal algum. |
Mais policiais
combatendo crimes de verdade, não crimes hipotéticos (balão),
evitando assaltos, assassinatos, estupros, seqüestros e etc. |
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Não existe
estrutura especializada em combater balões que possam causar
incêndios. E a Lei nem permite existir enquanto tivermos cidades
infestadas de criminosos, bairros onde se vive como numa Guerra
Civil. |
Os próprios
baloeiros, milhares que na grande maioria aceitarão e defenderão as
regras de Regulamentação, tentariam orientar para impedir a soltura
de balões perigosos e se necessário informariam a polícia para
evitar a soltura de balões ilegais, que ‘efetivamente’ possam causar
incêndios. |
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Muitos policiais
sentem-se fantoche da mídia, que pinta o balão como um grande
perigo, enquanto o PM viu balão a vida inteira e nunca presenciou um
acidente. |
Policiais com
sentimento de cumprirem uma legislação que não fere sua moral, sua
ética. Lembrem que muitos crimes das ditaduras eram feitos sob
autorização de leis, que depois foram tidas como ilegais. Nem toda
lei é legal. |
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Baloeiros, mais que
a maioria da população, vêem os políticos do Congresso Nacional como
um bando de preguiçosos, que fazem leis erradas, incompletas e que
só prejudicam o povo. |
Sensação de que,
mesmo com tantos problemas, o Congresso Nacional ainda é uma
instituição que respeita e ouve o povo, criando leis que beneficiem
a maioria. |
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Meio-ambiente,
Sociedade e Baloeiros em perigo, mesmo que raro e relativo, mas em
perigo. |
Meio-ambiente,
Sociedade e Baloeiros defendidos por leis claras e benéficas para
todos. |
Que me perdoem os
saudosistas, mas não aceito aquele refrão “tempos que não voltam mais”.
Claro que a soltura de grandes painéis e fogueteiros nos bairros será
difícil, mas a quantidade de balões juninos pode voltar facilmente, até
como protesto, como forma de provar que a arte não morreu, que tem
crescido e exige ser ouvida. Em recente levantamento identifiquei cerca de
1400 turmas que soltaram balões em 2008, isso só as que mandaram fotos pro
Planeta Balão, sendo 900 em SP, 400 no RJ e 100 no PR, além de umas 20 em
outros estados. Imaginem se cada turma fizer 100 balões juninos para a
Copa 2010, lembrando que serão jogos por volta das 15-16h aqui... Aí sim,
quem sabe, todos poderão dizer: eita saudades daquele tempo bom.
Mas isso até 2014, porque aí cada turma certamente fará 200-300 balões pra
Copa do Mundo no Brasil. Dizem que a copa de 70 no México foi o auge da
quantidade, mas posso dizer que 2014 tem tudo pra superar; temos meios de
organização, sabemos como fazer balões 100% inofensivos e que não se
enquadram no art42, que quem sabe até lá estará regulamentado.
Obs: Esta coluna
reflete minha opinião pessoal e não tem nada a ver com a posição oficial
de qualquer entidade da qual eu faça parte.
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