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Na verdade não se trata apenas do e-mail do Augusto (ex-TZN), mas ele acabou funcionando como um catalisador.
Num outro artigo (“Quem
é baloeiro?” de 12/08/2007), falei alguma coisa relacionada a
esse Todos nós temos uma escala de compromissos na vida. Em primeiro lugar consigo mesmo (excluindo os casos daqueles que nascem em berço esplêndido, precisamos trabalhar para sobreviver). Em segundo lugar com a nossa família (principalmente daqueles que dependem de nós para viver, como filhos, netos, avós, etc). Daí em diante, a escala começa a variar de pessoa para pessoa. Eu considero natural, dependendo da febre dos aficionados, que o balão esteja próximo da parte superior da escala, talvez um pouco mais para cima ou para baixo. De qualquer maneira em hipótese alguma o balão poderá estar no topo da lista, uma vez que ele é apenas um hobby, uma diversão. Estará sendo irresponsável, ainda que inconscientemente, aquele que inverter essa escala. O compromisso consigo e com a família tem que ser mais importante que o balão. Se não for, está na hora de você parar e refletir sobre o assunto. Acidentes acontecem, portanto mesmo que algo de ruim ou desagradável ocorra envolvendo balão não é por isso que você agiu errado, mas sim fatos da vida que poderiam ocorrer em qualquer circunstância, envolvendo qualquer atividade.
Conheço diversos baloeiros que são funcionários públicos ou
ocupam cargos de confiança em boas empresas. Esses degraus foram
conseguidos com algum custo (maior ou menor, dependendo da pessoa em
particular). Caso a pessoa
coloque em risco o bem estar de si mesmo ou de seus dependentes, pelo
simples fato de participar de uma manifestação, ainda que legítima,
essa pessoa estará sendo tola. Vivemos num país em que as leis têm nome
e sobrenome, portanto o que vale para um, nem sempre vale para outro.
Muitos que gostariam de estar ali não o fizeram por temer as
conseqüências de uma possível ou provável repercussão.
A imprensa, dependendo de seu interesse momentâneo pode glorificar
ou amaldiçoar uma situação.
Quem pode exigir que determinada pessoa corra esse risco?. Pode-se
arriscar, mas não se pode exigir que outros se arrisquem. Poderia até se
alegar que é ilegal demitir ou punir alguém por algo lícito, mas aqui
nesse país isso é corriqueiro, apesar de ilegal. Sim, isso é Brasil, e quem não levar esse pequeno detalhe
em consideração eventualmente vai levar uma invertida.
Outros baloeiros não foram porque não concordavam com a própria
passeata em si. Eles estão errados?.
Quem é o dono da verdade para dizer sim ou não?
Pela milésima vez eu insisto, de maneira nenhuma é permitido a
alguém se indignar com a opinião do próximo. Você pode ter a sua, mas
se indignar com a dos outros, isso jamais. Quem não foi porque não se
alinhava com a SAB, não é
nem será mais ou menos baloeiro. A
SAB tem todo o direito de agir da maneira que ela considera adequada.
Participa quem concorda e pode participar. Quem concorda e não pode, apóia
à distância. Quem não
concorda, respeita e toca sua vida.
Vai pros resgates, pras solturas, fica dormindo, enfim, faz o que
bem entender do seu dia.
Acredito que quem criticou um pouco mais asperamente a ausência da
massa, talvez não tivesse refletido na diversa complexidade da situação.
Quem lá esteve fez sua manifestação, deu seu recado, participou,
lutou da maneira que achou adequada para isso. O mais importante é ter saído
de lá satisfeito com a própria atitude.
Uma grande verdade é que vivemos num país injusto e sujeito aos
desmandos de quem nele manda, e isso é bom mantermos sempre em mente.
Baloeiro para mim, não é quem foi ou não na Paulista dia 10/fev.
Não é quem cola ou não papel. Não é quem faz ou não leque. Alias nem precisaria ter o balão para ser baloeiro.
Essa visão, como eu escrevi naquele artigo do dia 12/08/2007, iria
excluir muita gente de valor e incluir muita tranqueira.
Pegue-se por exemplo às últimas entrevistas do PB com o Neno, com
o Adib. Pela maneira simplista de definir baloeiro, eles estão fora,
afinal pararam. |
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Comentários |
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Turma: pivetebruxa Integrante: tico TempodeExistencia: 25 Cidade: guarulhos Recado: concordo plenamente com vc jp eu mesmo sou uma pessoal publica pois presto serviços em algumas das milhares de empresass que são contra o balão (petroquimica,comgás e refinaria) pois sou engenheiro(segurança,meio ambiente e saúde) então é muito complicado e delicado vc se expor já fui e continuo fascinado ainda por balão é uma coisa que não consigo parar ate já repetir de ano na escola por causa de balão (resgastes de semana)e varias brigas com amigos e parente por causa do balão então pra amernizar a situação eu coloquei na cabeça que balão é o meu hobby e não meu ganha pão e conforto e assim seja para sempre. |
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Turma: Nevoeiro Integrante: Adilson TempodeExistencia: 18 anos Assunto: Coluna JP Cidade: Santo André Recado: Concordo plenamente com a coluna do JP, cada um contribui com a arte dos balões da maneira que pode, o balão é hobby, diversão - com responsabilidade. |
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Turma: 10 de Ouros Integrante: Roberto TempodeExistencia: fundada em 1980 Assunto: Coluna do amigo JP Cidade: São Bernardo do Campo Estado: SP Recado: Olá amigo JP ! Quero parabenizar a você por suas palavras, muito bem colocadas e no momento apropriado. O balão sofre restrições de todas as partes. Até mesmo de baloeiros ! Já vi aqui neste site muita gente criticando o balão dos outros. Para que essa arte milienar consiga sobreviver é indispensável que a liberdade de expressão seje respeitada em todos os níveis. Cada um sabe onde o seu "calo aperta" e sabe dos seus compromissos. O fundamental, na minha opinião, é que os balões continuem subindo aos céus e dando espetáculo, na subida e principalmente na descida. A grande maioria dos colegas baloeiros só se preocupam com o que seus balões vão carregar na subida e não dão a minima de se preocupar de que forma seu balão irá cair ! Sei que é quase impossível prever o futuro de um balão depois que é liberado das guias, muitos fatores exercem influência sobre o mesmo, mas se for pensado desde o início do projeto como esse balão pode cair, acho que isso trará benefícios a todos e pode garantir a sobrevivência da arte. Acho que é perfeitamente possível conciliar arte com segurança ! Isso não garantirá que a nossa arte seje discriminada na imprensa, mas pelo menos, saberemos que estamos fazendo a coisa do jeito certo. Acidentes sempre vão ocorrer, mas alguns podem ser evitados com medidas simples. Parabéns JP e continue sempre a expor a sua opinião de forma clara e justa. Roberto |
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Turma: Baloeiros do Barracao Integrante: Marcio Assunto: "Verdadeiros Baloeiros" Recado: Caro JP , Realmente algumas coisas que esta escrito em sua coluna são verdades , principalmente quanto aos pontos de vista de cada um , porem infelismente tenho que discordar de voce , pois baloeiro e sim aquele que cola papel , que faz balao de verdade, os que pararam infelismente são ex-baloeiros , os que gostam da arte são meros simpatizantes , os que so vão atras estes então são arruaceiros sem capacidade ! Então novamente desculpe mas com todo respeito , dizer que não e preciso colar papel e fazer balao para ser baloeiro e o mesmo que dizer que os "gansos" são policiais , Agora se temos baleorios sacanas como voce mesmo disse que ai incluiriamos muita gente ruima como baloeiros so porque eles colam papel , não podemos fazer nada alem de recnhecer que são baloeiros , memso porque em todo lugar tem gente boa e ruim ! Mas continuo a afirmar so quem cola papel e baloeiro assim como so quem tem funcional e policial !!!!!!!! |
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