|
As regras serão as minhas. Ou seja, não tem regras !!!! Primeiro o balão Boca de Ouro. Para quem é mais novo, esse termo no passado se referia ao melhor balão com armação, que hoje é chamado de Armação de Ouro, e o termo Boca de Ouro atualmente se refere a premiação em geral. Para mim, o mais bonito foi o 18 metros da Sonic & Curtição, o que subiu mais perfeito foi o 18 metros da Sonho e Liberdade, porém eu daria o título ao 12x12 da Beija-Flôr. Vou tentar explicar meu ponto de vista: O da Sonic & Curtição, foi de longe (de bem longe diga-se de passagem) o mais belo. Tinha um tema vasto, os desenhos estavam bem destacados, bem conhecidos de todos, o jôgo de cores estava no ponto certo, o painel ficou nítido e além de tudo deu um show de desfile. Subiu, ficou no alto um tempão, atravessou SP de cabo à rabo, e caiu só no braseiro, fato bem raro atualmente. O da Sonho e Liberdade era mais simples, mas a soltura foi coisa de carioca, travessa por travessa, lanterna por lanterna, o bojo ficou intocado. Porém, eu daria o troféu para a Beija-Flôr por um único motivo: o marco que ficou. A soltura desse balão foi um marco nos balões de armação em SP. Cite outro 12x12 com armação que deu certo. Então, eu acho justo dar-lhes o troféu, mesmo que item à item não tenha sido o melhor. Parabéns pela realização. |
Fogueteiro de Ouro Noturno: Fico com o 24 metros da Bolão. Balão valente, tirou tudo sem sentir, espetou e nada falhou. Apesar das transições terem sido um pouco lentas, quando abria uma gaiola lavava o céu. Soltura segura que merece o prêmio. Fogueteiro de Ouro Diurno: O 36 metros da GBCC, sem hesitar. Abriu na altura certa, transições perfeitas. Levou uma carga segura, sem exageros. Tudo feito com muito capricho e compensou o esforço. Todos temos que agradecer o pessoal da turma por ter trazido o balão para cá, pois tornou possível vê-lo. Bagdá de Ouro: 16 metros da Turma do Imirim. Esse ano, assim como 2005 tivemos poucos balões nessa categoria. De qualquer jeito, essa Bagdá estava ótima, com um tema bem conhecido nosso, fazendo uma bela homenagem principalmente ao Mussum e ao Zacharias (para quem conhece a história por traz dos bastidores sabe que o Renato Aragão não merece absolutamente nada, mas isso não vem ao caso). Golfier: Menos concorrido que a Bagdá. Porém as duas que subiram (nas minhas regras, só concorrem balões acima de 14 metros, exceto na armação de prata), eram magníficas. A de 16 metros da Corte e Recorte era mais perfeita, mais proporcional, mais bonita. Mas eu daria o troféu para a de 32 metros da Invasão & Peralta, também levando em conta a realização em si. Vai ser difícil ter outra; 32 metros, de sêda, desenhada no taco, esquece. Armação de Prata: ou boquinha de ouro como eles chamam no Rio. Foi bem disputada esse ano, com diversas armações legais. Só eu fui em 6, e tiveram outras 5. Escolheria o modelado de 14 metros da Ekiperuche. Balão muito bonito, com armação varetada. Soltura perfeita, impecável. Pena que não desfilou, pois a armação era muito grande. Mas quem viu gostou. |
Pião de Ouro: Minha decisão mais fácil. 24 metros da Turma da Praça (Pirituba). Explicação? Vide matéria anterior. Decoração de Ouro: Eu dividiria essa categoria em 3 subcategorias. Melhor balão; 24 metros da Estágio & Arte Proibida. Tema inédito, molde lindo e belo porte (24 metros). Melhor bandeira; 21 metros Astro do Céu. É só olhar a foto da bandeira para entender minha opinião. Um espetáculo. Melhor conjunto; 21 metros Estrela do Ar. Tudo saiu no esquema. Balão bem desenhado, com muita história nele. Bom porte (21 metros). Bandeira bem destacada, limpa. Show de soltura. Merece o troféu. Porém, essa categoria na Boca de Ouro oficial vai dar o que falar. Tiveram balões até demais no páreo. Todos eles merecedores do troféu. Boca da Noite, Rumo ao Céu, Iluminar, EquipeArt, Altas Horas, Nossa Art, Anjos Dourado & Pirani, Q Art, Art Enigma, Tôa-Tôa (Dinda), Enfeite da Noite, Bruxa, e mais alguém que eu possa ter esquecido. Foi um ano e tanto para as bandeiras, e ainda melhor para nós. Destaque
2006: Esse seria o troféu aberto.
Dado para algo especial, sem concorrência.
E aí, o assunto está encerrado;
Sandú-Mosaico.
Quem começou foi o Lelo, mas daí para frente o negócio só
aconteceu com a Sandú. Aliás, para nós mais antigos SAMDU (tem uma
historinha aí). Um
marco na história do balão no Brasil.
Se só tivessem enchido e soltado no gás já era motivo de
festa. Mas não, além
de tudo ainda levou uma bandeira embaixo, e que saiu aberta, ovacionada
por quem lá estava. Subiu,
sumiu e virou lenda. Até
eu senti inveja. E
ainda queriam soltar mais dois fogueteiros esse ano.
Para meu !!! Te
vejo em 2007. |