
ifícil
dizer quem está certo ou errado.
Painel sempre foi meu balão predileto.
Por tudo. A
dificuldade de soltar, o trabalho de montar tudo (e põe trabalho nisso)
correndo o risco de ter que desfazer tudo.
A enorme dificuldade de encontrar aquele
sábado à noite certo (depois que todo pré-requisito está pronto,
parece que eles somem e nunca mais vão voltar).
O trabalho de fazer as lanterninhas, etc. Mas, o que mais atrai no balão de armação, é
que a dependência da ajuda anônima
é algo fundamental.
Pessoas que você sequer lembra de ter visto antes, estão lá,
carregando lanternas, pondo lanternas, segurando escadinhas (ou rede),
segurando a armação, enfim, tornando possível um acontecimento
que os únicos que vão colher os créditos serão os componentes da turma
anfitriã. Mas os
anônimos não se incomodam, vibram junto, se abraçam, comemoram,
depois compram as fotos, filmes,
DVD’s, etc. E para eles,
foi como se fosse um balão deles.
Eles se envolveram, se empenharam, ajudaram, e nos seus íntimos
mais profundos, eles sabem que aquele feito só foi possível com sua
ajuda, colaboração. O balão de armação representa tudo o que é ser baloeiro.
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Porém,
agora que virou tradição a cobrança de entrada em soltura de balão,
ando reparando cada vez mais que os anônimos estão em extinção.
Quantas vezes (para falar a verdade, todas) os anfitriões pedem
aos gritos “pelo amor de deus” para ajudarem na armação. Gritando “vocês também são baloeiros, vão precisar um
dia....”, etc e tal.
Bom,
eram baloeiros, porque a partir
do momento que eles pagaram para entrar, os anônimos viraram público pagante, e aí velho, o show é por
sua conta.
Repito, não sei quem está certo ou errado, mas essa é uma
constatação real, e o tempo vai ditar os novos caminhos que os grandes
projetos vão tomar. Balão
com armação? Vai ser cada
vez mais raro. Lição
de vida? Nenhuma. Um
bom motivo para fazer parte? Difícil.
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