alão, uma questão de responsabilidade.

 O tema que irei abordar não é nenhuma novidade, mas já que se trata de uma questão de preservação de nossa arte, nunca é demais alertar que é de primordial importância a segurança dos balões juninos.

Ao contrário do que se possa imaginar não irei tratar sobre buchas, respiros ou confecção, mas sim algo relacionado ao local de soltura, dinâmica dos ventos e a necessidade de regulamentação da atividade baloeira.

Como praxe televisiva, nessa época do ano, a atividade de quem solta balões é muito criticada, por vezes, até rotulados pelos chavões: “marginais”, “irresponsáveis”, “bandidos”, “arruaceiros”, etc... Em contrapartida, sempre se ouve críticas como: “a mídia é sensacionalista”, “a imprensa só critica e não sabe o que diz”, “eles são ignorantes que não compreendem a grandeza de uma arte”, etc...

Disso relatado podemo-nos perguntar: Por que isso ocorre?

Ocorre pelo simples fato de que os baloeiros dão motivos.

Com certa freqüência, dá-se oportunidade para que a imprensa poste matérias relacionadas aos danos causados por balões, ou por eventuais riscos trazidos pela atividade de quem solta balões.

Boa parte dessa crítica poderia ser espancada se houvesse responsabilidade e disciplina por parte de quem faz ou solta balões, ou seja, na atual conjuntura, não é mais admissível que os balões sejam soltos em locais onde trarão certamente um grande incômodo à população, daí a necessidade em haver uma auto-regulamentação da atividade.

É muito claro que os balões estão cada vez mais longe dos centros urbanos, mas mesmo assim, a falta de responsabilidade continua, pois grande parte das vezes, o problema não está na própria soltura, mas sim no local onde se deu tal fato e na dinâmica dos ventos.

Por várias vezes, presenciei solturas distantes dos centros urbanos, mas ao olhar a dinâmica de deslocamento dos ventos pensei: Esse balão irá passar por cima da cidade, se nela não cair. Por exemplo, é quase certo que os balões soltos na região norte-oeste de SP irão para cima da cidade se os ventos estiverem à leste-nordeste, ou seja, está mais do que na hora do baloeiro se conscientizar e não mais soltar seus balões perto de aeroportos, cidades, ou onde os ventos conduzam a tais lugares. Creio que 90% dos problemas seriam resolvidos pela escolha de dois fatores: Local de soltura e posição dos ventos.

Sob esses dois aspectos sugeriria:

Local: próximo ao litoral

Posição do vento: mar adentro

Na minha opinião, soltar balões perto do litoral resolveria vários problemas relacionados à atividade, entre eles: o resgate, o risco de incêndios, a destruição do patrimônio alheio, etc... Facilitaria também os resgates, pois como o acesso ao mar adentro é livre da dependência de estradas ou ruas, quem tivesse um barco, facilmente chegaria embaixo dos balões.

Lembremos também que a soltura nessas condições seria um crime impossível, pois a criminalização do balão junino tem por objetivo preservar o patrimônio ambiental e urbano, assim, há uma estrita dependência com o local de queda do balão, se não há perigo ao patrimônio ambiental ou urbano não há crime. Balões soltos para cair em mar não constituiriam crime.

Enfim, creio que está mais do que evidente a necessidade de se criarem regras para tal atividade, pois em tudo há regras desde o jogo de futebol até jogos de bolinha de gude, não creio que os balões estejam fora dessa necessidade. Tenho plena convicção de que, se as condições para soltura não forem as ideais, não deve ser permitida, assim como não é permitido o vôo tripulado de balões de ar quente fora das condições ideais, assim, é preciso haver regras, nem que seja uma regulamentação vinda da própria comunidade baloeira, aliás, a regulamentação não deve ser externa, mas sim interna para que se possam sanar eventuais falhas de uma legislação ineficaz.

Uma coisa é certa, mesmo para quem odeia balões, ver um balão enche os olhos porque é uma arte, porque é bonito e porque todos têm sensibilidade, o problema em questão reside no fato do local de queda do artefato, e se este for solucionado não haverá o que criticar.

O que expus pode parecer ridículo e eventuais críticas serão muito bem acolhidas, mas a regulação da atividade não é impossível, só para citar, lembre-se de que até há alguns anos atrás, a atividade de grafitar muros era terminantemente proibida, mas a arte sempre encontra um caminho para contornar tais problemas e hoje a atividade é permitida dentro de alguns parâmetros, realmente acredito que a arte de fazer balões esteja gritando por uma solução, talvez estejamos ou não perto de encontrá-la, mas ainda tenho esperanças de ver a produção de uma arte com plena segurança para todos. Com esse texto apenas tentei expor uma idéia, outras serão também bem vindas se forem em prol da manutenção de uma arte que não pode acabar.

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Comentários


Turma: TDI - Imirim
Integrante: Ailton
TempodeExistencia: 8 meses
Assunto: Coluna - Japa
Cidade: sao paulo
Estado: sao paulo
Recado: Realmente nós mesmos nos condenamos. Se partirmos pra um pensamento em uma solução conjunta, verificaremos que a melhor solução seria irmos para um local onde realmente os balões não pudessem causar nenhum dano. A sua sugestão perto do litoral seria uma boa solução, mas os ventos perto do litoral naum ajudam muito, pois são fortes para a soltura. Talvez um meio termo fosse a solução.

Turma: taz mania
Integrante: jarrão
TempodeExistencia: 12 anos
Assunto: concordo com que diz
Cidade: ctba
Estado: parana
Recado: parabens japa!o que vc escreveu vem ao meu raciocinio tambem,pois geralmente o litoral não é tão longe das tres capitais e talvez daria para achar lugares aonde subiria varios no mesmo lugar e no futuro estruturas bem feitas para uma divulgação de parametro nacional, esses dias eu comentei em um site de ctba, que essa briga com a midia entrará num patamar que existirá uma conversa entre as partes e nisso teremos que ter(baloeiros ou sab) algumas propostas bem elaboradas para conseguir essa tão sonhada regulização dos juninos e isso não esta longe de acontecer. então vamos se estruturar para que esse dia chegue e tenhamos exito nessa batalha. um abraco.

Turma: Sociedade Amigos do Balão
Integrante: Humberto Pinto
TempodeExistencia: 10 anos de vitória
Assunto: Seu comentário: "balão, uma questão de responsabilidade".
Cidade: Rio de Janeiro
Estado: RJ
Recado: SOMOS QUANTO AS ESTRELAS NO CÉU "Pela Descriminalização e Regulamentação do balão junino" Parabéns Japa, por mais essa lição para o baloeiro se aprimorar na prática do balão. Abraços. Humberto

Turma: Não tenho.
Integrante: Jorge
TempodeExistencia: x
Assunto: Coluna do Japa
Cidade: RJ
Estado: RJ
Recado: Parabéns. De pessoas sensatas e responsáveis é que virá a solução de nossos problemas. Acrescentaria que nesses meses críticos a solturas sejam dimunuídas ou evitadas. Jorge.

Turma: nossa arte
Integrante: digo
TempodeExistencia: 1 ano
Assunto: comentario
Cidade: sao paulo
Estado: sp
Recado: concordo plenamente, e acho que quando as equipes forem soltar seus baloes devem pensar em tudo, tudo mesmo, e nao só deixar que o balao suba sem ter nenhuma ideia do seu destino.

Integrante: Lucio
TempodeExistencia: muitos anos
Assunto: Matéria Balão, uma questão de responsabilidade, Japa
Cidade: São Paulo
Estado: SP
Recado: Eu quero parabenizar o Japa pela ótima matéria, eu achei extremamente viável, muito boa mesmo. Espero que todos possam ler e debater sobre o assunto, só depende de nós. Responsabilidade sempre. Abs à todos os amantes da Arte.

Turma: Molecag & Barranco
Integrante: Rafael
Assunto: Coluna "Japa"
Estado: SP
Recado: IAE RAPAZIADA!! GOSTARIA DE AGRADECER AO JAPA POR ABORDAR ESSE TIPO DE ASSUNTO QUE SEMPRE FOI O FOCÔ ENTRE OS BALOEIROS RESPONSÁVEIS QUE SE INTERESSAM EM PRESERVAR NOSSA ARTE. INFELIZMENTE EXISTEM MUITOS "BALOEIROS" QUE NÃO DEVEM RESPEITAR NEM A PRÓPRIA FAMÍLIA PARA TER CERTEZA DISSO E SÓ CONSEGUIR CHEGAR EM ALGUNS RESGATES E OBSERVAR A ATITULDE DE ALGUNS FULANOS. COMO O JAPA COMENTOU ENQUANTO OS "BALOEIROS" NÃO TIVEREM CONSCIÊNCIA DE QUE SÓ COM O SERTEIO VAMOS GANHAR CRÉDITOS COM A POPULAÇÃO E ASSIM DIMINUIR AS CRTÍCAS SOBRE NÓS QUE NESSES MESES SÃO AS MAIS PESADAS POSSÍVEIS,NUNCA VAMOS TER O PRAZER DE SOLTAR NOSSOS BALÕES EM PAZ!!!!!! NA QUESTÃO DA SOLTURA SER EM LOCAIS PRÓPRIOS PARA ESSA PRATICA ACREDITO QUE É A MELHOR IDÉIA SENDO LONGE DE AÉROPORTOS ETC...,PORÉM NÃO VEJO PROBLEMA DA SOLTURA DE BALÕES PROXÍMO DE RESIDÊNCIAS SENDO A CARGA BANDEIRAS,ENFEITES,ETC....E O PRINCIPAL A BUCHA SER DE MANTA OU PAPEL HIGIÊNICO E TER A TELA DE PROTEÇÃO ENVOLVENDO A BUCHA. ""NA MINHA OPINIÃO A ESTÔPA DEVERIA SER EXTINTA """"PORQUE É A BUCHA Q TEM A MAIOR CHANCE DE CAIR COM BRASA... PARABÉNS AO JAPA PELA COLUNA E OBRIGADO AO PLANETA BALÃO PELO ESPAÇO CONCEDIDO PARA EXPOR NOSSAS OPINIÕES. ABRAÇO A TODOS "VERDADEIROS BALOEIROS"

Turma: TURMA LUSA DE LISBOA
Integrante: Chico Carioca
Assunto: Coluna do Japa
Cidade: Lisboa
Estado: Lisboa - Portugal
Recado: Queria parabenizar o texto e a idéia muito bem elaborada do nosso co-irmão de arte Japa na sua última coluna. Realmente a nossa arte aí no Brasil cresceu e evoluiu muito, mas faltou o principal que é a organização e responsabilidade acima de tudo. Concerteza que um plano sendo elaborado como o Japa relatou, facilitaria muito a legalização do balão. Eu ainda vou mais longe e porque não um plano de cooperação com o próprio Corpo de Bombeiros brasileiro para que os mesmos possam dar cursos mínimos em como atuar e fazer para evitar incêndios no caso de algo correr mal, principalmente nos momentos dos resgates, pois um balão se é controlado no momento da soltura, o mesmo não acontece na hora em que ele cai, não se sabendo exatamente onde ele irá pousar. Quem sabe uma espécie de baloeiro-bombeiro voluntário e digo isto porque se houver grande interesse por parte dos baloeiros, o próprio corpo de bombeiros sentirá na obrigação de dar esses mesmos cursos aos amantes dessa arte. Já não quero relatar a colaboração que certos bombeiros de outros países dão, quando ocorrem festivais de balões, como é o exemplo do México, Espanha, Itália e até mesmo Portugal. Temos o exemplo da Turma da Arca, no norte português, que quando soltam seus balões, solicitam a presença do corpo de bombeiros de sua cidade, do qual este colabora sempre com o envio de uma equipe ao local de soltura. Tenho a certeza que esse ponto será também positivo, pois aí a nação brasileira não olhará seus baloeiros como somente baloeiros, mas também como uma espécie de salva-vidas da arte, pois estarão aptos para acudir em caso de emergência. O apoio do corpo de bombeiros será fundamental. Mas já agora, voltando ao assunto da coluna do Japa, esta semana aconteceu algo de positivo nos mídia. Depois de algumas notícias de vários canais de TV no Brasil, criticando o nosso balão, eis que surge umas palavras de não agressão ao balão e sim a organização do mesmo. Eu estou falando do apresentador Brito Júnior que aqui em Portugal já é conhecido no programa diário que passa todas as tardes pela TV Record Internacional. Eu não sei se aí alguém viu esse momento, mas o próprio comentou as seguintes palavras depois de ter sido apresentado uma notícia em que demonstrava novamente os perigos do balão, ele então falou: "Mas será possível gente, que todos os anos é a mesma coisa. Pessoal solta balão a toda hora e se é realmente proibido soltar balão, porque é que a lei não é aplicada na justa medida. Parece brincadeira. Será que não há uma forma de acabar com esse problema dos balões? Já que o balão é proibido e ninguém respeita a lei, então porque não alterar as coisas, já que existe tantas pessoas que gostam de soltar balão e não fazem caso da pena que estão correndo, será que não se poderia organizar e escolher um local de soltura, afastado das áreas urbanas, em que as pessoas, principalmente aquelas que gostam tanto assim de balão, pudessem se deslocar a esse local ou até locais de lançamento para soltar os seus balões ou assistirem aos seus lançamentos. Não faz sentido todos os anos isso acontecer" - palavras de Brito Júnior-TV Record Internacional. Por isso, eu digo que algo já está mudando nos mídia e talvez tenha começado por aqui, mas também tem que haver mudança na cabeça de muito baloeiro no Brasil, para que as coisas realmente mudem em favor da nossa arte. Japa, meu camarada! Show de bola as tuas palavras. Que Deus te ilumine com boas idéias em favor da nossa arte. Um abração Chico Carioca TURMA LUSA DE LISBOA PORTUGAL Nosso contacto: turma.lusa@hotmail.com

Turma: T. Skala-sp
Integrante: Everton
TempodeExistencia: 9 anos
Assunto: Soltura perto do litoral
Cidade: São Paulo
Estado: SP
Recado: Eu concordo com soltura em litorais se for certeza que o resgate será no mar, más não sei se é 100% a probabilidade deles (balões) cairem no mar, por que há relatos de balões soltos no Rio de Janeiro (cidade) e que caem em terra, sendo assim não resolveria definitivamente o problema, não quero ser negativo más devemos pensar em tudo, pra que na hora de espormos as idéas não sobrar dúvidas para os questionadires.... Abraço, parabéns pela iniciativa.

Turma: Nevoeiro
Integrante: Adilson
TempodeExistencia: 18 anos
Assunto: Coluna Japa
Cidade: Santo André
Estado: SP
Recado: Japa, a idéia é boa sim, é claro que precisa ser analisada mais detalhadamente, já soltei alguns balões pequenos e médios na praia, realmente a grande maioria vai para o mar.

Turma: Turma Fanaticos
Integrante: thiago
TempodeExistencia: 1 ano
Assunto: È isso ai!
Cidade: SP
Estado: SP
Recado: Ae Japa é isso ai! vc esta 100% certo, concordo plenamente com vc, a maioria dos baloeiros so pensa na soltura do balao e o espetaculo q ele vai da e nao pensa no outro lado, onde ele vai cai e q dano ele pode causa se nao for confeccionado corretamente .Espero q essa sua coluna consientize uma grande parte dos baloeiros! tamo junto nessa! abraço