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MA VEZ O FEITIÇO VIRA-SE CONTRA O FEITICEIRO
Do arranjo malévolo, desde o dia em que as Organizações Globo assumiram o papel daninho de denegrir o balão – balão junino - e passaram a desenvolver toda uma propaganda segregacionista, pelos instrumentos da imprensa escrita, falada e televisiva, das suas empresas e apostando no seu incontestado “poder” de comunicação, hoje chamada mídia, isso, a partir do início dos anos 80, do século passado, foi se formando o feitiço contra o baloeiro, a flor de
lótus, o artesão do papel, de espírito mítico, artífice tradicional da arte milenar do balão, das festas juninas, das manifestações do sentimento festivo das famílias.
Assim surge o Art. 42, a síntese do mal. Sua finalidade: mutilar a cultura brasileira e transformar pessoas de bem em marginais e criminosos.
Na mera presunção dos detratores seria o fim do balão e o definitivo estigma dos baloeiros como seres anti-sociais. Não deu certo. Não é simples mudar a ordem natural das coisas ou violentar a dignidade da pessoa humana.
Do homem brotam as criações, dele nasce a cultura, dele emerge o poder, por isso o dito popular: “o que é do homem o bicho não come”.
Mas, na obsessão dos detratores seria fácil atingir o resultado, bastaria aumentar o rolo compressor e, da compulsão, formou-se a Hidra.
Dez anos decorridos de perseguição inclemente aos baloeiros o povo reagiu e no dia 8 de junho de 2008, no programa do Fantástico da Rede Globo de Televisão, pela voz da SAB, o povo disse não ao Art. 42 e disse não aos detratores do balão e seus artífices, desferindo duro golpe nos agressores, como Hércules fez com a
Hidra de Lerna.
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