A União dos Baloeiros

  baloeiro precisa entender o processo da sua marginalização e colocar “a cabeça no lugar”, para não ser reduzido, diante da sociedade.

Os detratores do balão, os mesmos que articularam e inseriram a proibição do balão na legislação brasileira, apontaram no que viram e acertaram o que não viram. Eles apontaram no balão e acertaram nos baloeiros.

Nada mais natural, o balão sendo um bem físico, um objeto da arte do homem, teria de ser o alvo inicial dessa maquinação diabólica, contra os baloeiros.

Alguns desses detratores, mais presunçosos, subestimando a capacidade das pessoas, ou até mesmo ignorando suas habilidades intelectuais, apostavam nos danos imediatos, materiais e  morais, que atingiriam os baloeiros.

O resultado dessa estratégia da maldade, aparentemente, se configura.

Assim, pela campanha de mídia desencadeada, os balões passaram a ser satanizados e os baloeiros perseguidos, como marginais, tudo gerando um terceiro efeito colateral derivado, pouco percebido, mas, sentido. A cizânia , a semente do mal (desarmonia, mal querença) que se instala na família baloeira.

Dessa dissensão incomoda precisamos vencer usando a sabedoria do Rei e do camponês:

   Conta a velha lenda que um rei muito poderoso
ao enfrentar um outro rei tão poderoso quanto 
ele, quase perdeu tudo. 

Foram anos de batalhas onde muitos soldados
perderam a vida, e muito ouro foi consumido.
A guerra só acabou com a morte do rei inimigo,
mas custou muito caro ao vencedor, que sentiu 
o peso da miséria na sua própria vida. 

Foram necessários alguns anos para que 
o rei conseguisse de novo acumular
fortuna, com muito trabalho nos campos
e a conquista de outros lugares. 

Assim, meditando na sorte e no azar, na riqueza 
e na pobreza, o rei chamou seus sábios consultores 
e pediu que eles definissem em uma única frase esses dois momentos tão opostos… 

…e que desse força para que ele superasse a falta 
de recursos, os problemas e dificuldades, e quando
na riqueza não esquecesse dos mais pobres, das
dificuldades do povo que ele comandava. 

Essa frase vencedora, daria honras e
glórias ao seu criador e seria escrita na
bandeira daquele reino, e seria inserida no
brasão real do rei, por isso os gênios de todos os cantos mandavam sugestões, enviando frases que mais pareciam histórias. 

Um dia, o rei em um dos seus passeios pelos arredores do seu reinado teve sede e parou 
perto de um casebre na estrada e um 
dos seus soldados bateu palmas. 

Um senhor bem sorridente o atendeu e
logo trouxe água para o rei em uma caneca
simples mas muito limpa, o que impressionou 
o rei, que também ficou impressionado com a 
pureza e o frescor da água. 

Curioso, o rei desceu e resolveu entrar no 
casebre e se surpreendeu com a paz do
ambiente, com a limpeza e as pequenas flores 
em cada canto daquele cômodo humilde. 

O rei então perguntou ao camponês como ele
conseguia ser feliz naquele lugar tão longe de
tudo e vivendo em tamanha simplicidade. 

O camponês contou que no passado tivera 
bens e posses, era alfaiate e tinha uma grande
freguesia, chegou a ter muito dinheiro, mas 
perdeu tudo com o ataque de um rei muito 
poderoso naquela região e ele teve que 
mendigar pelas ruas para comer .

Andou muito, conheceu muitas vidas e 
muitas realidades, até encontrar esse lugar
que hoje ele chama de "pedacinho do céu", 
e mostrou ao rei uma tabuleta onde ele
mandou gravar a frase da sua vida… 

…para que ele se lembrasse sempre, na alegria
ou na tristeza, na saúde ou na doença, na 
pobreza ou na riqueza que ele podia superar
tudo, desde que se lembrasse dessa verdade 
escrita na tabuleta. 

Lá estava a frase que o rei tanto buscava,
lá estava escrito em apenas uma linha toda
a filosofia que seus sábios não souberam
explicar, lá estava escrito: 
"Tudo passa!" 

E agora eu te ofereço essa tabuleta, 
leve-a com você por onde for, na certeza
de que esse momento que você vive, 
seja ele de muita alegria ou de dor.. 

…vai passar e você deverá seguir em frente, sem olhar para trás, rumo a felicidade, na conquista 
do seu "pedacinho de céu", porque tudo
passa, mas você é eterno. 

Abraços.

Humberto


Comentários


Turma: Cortiço
Integrante: Ivan
TempodeExistencia: 11 anos
Assunto: Lei
Cidade: São Paulo
Estado: SP
Recado: Prezado Coronel Humberto, Respeito e te admiro muito pela sua dedicação em defesa ao Balão junino, mas infelizmente o Sr. esta lutando em vão, nunca ouvi falar de nenhuma lei que foi derrubada, ainda mais se tratando de crime ambiental. Não vamos nos enganar achando que o balão não é perigoso, todos nós sabemos que é e muito, principalmente balões de grande porte, inclusive estou me incluindo nisto. Hoje em dia se não houvesse restrições ao balão, com certeza o balão seria uma ameaça a sociedade e o problema seria muito maior, existem muitos baloeiros que não respeitam os locais seguros de soltura, resgastes com badernas e etc ( Mesmo com a lei em vigor ) ex. se fosse realmente liberado, teriam muitas turmas soltando 30 mts Fog. do meio da cidade, imagina a prajédia que seria uma balão desses descendo a boca em um bairro. Com a proibição, inibe e escondemos mais os balões e cada vez soltamos mais longe da capital e das grandes cidades, isto é fato! Eu amo o balão, mas na minha opnião a lei tem que existir, para servir de termômetro aos baloeiros, quero deixar bem claro, esta é a minha opnião! Se formos analisar em % as turmas que tiveram balões apreendidos ou integrantes presos por "soltar" balão, acho que não passa de 3% ( índice de risco muito baixo ) Vale o risco! Abraços, Ivan

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