emos nos jornais:
"Mortes nas estradas

Em todo o país, foram registradas 92 mortes nas rodovias federais no feriado.

Foram 23 vítimas por dia, considerando apenas os mortos no local dos 1.592 acidentes.

A Polícia Rodoviária Federal estima que 80% dos acidentes tenham como causa principal a imprudência dos motoristas".
 
    O que explica a tendência homicida no Brasil?
    Essa questão fica, principalmente, para os antropólogos e sociólogos responderem.
    Nós, baloeiros, talvez não sejamos os mais qualificados para entender sobre esse modo vulgar de extermínio de pessoas, na sociedade brasileira, sem falar dos aviões e das "balas perdidas". Mas, o que nos angustia é o balão ter sido vítima de uma artimanha que criaram para nega-lo: "Balão é bonito mas é perigoso" e esse bordão, imaginado por algum presunçoso, ter gerado toda uma torrente de mídia contra os balões e seus artífices, os baloeiros, e o injusto Art. 42 da Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que o proscreveu.        
    Sobre a notícia podemos indicar, como causa imediata, a busca do lazer a todo custo, que alimenta o frenético turismo interno, oportuno a cada feriadão, desordem aleatória que enche nossas estradas de automóveis e todo tipo de transporte de pessoas.  A paranóia coletiva em busca da diversão, que termina em fatalidade. 
    Não, esse fenômeno não pode ser aceito de forma simples. Isso parece mais resultado de uma doença social que se agrava na medida do desconforto em que vivem as gentes no seu cotidiano. 
    Cento e oitenta milhões de brasileiros, claro, desses, apenas uma pequena parte possuem condições satisfatórias e se mobilizam para passarem um fim de semana longe das suas moradas e livres dos seus afazeres rotineiros.  As pessoas merecem o lazer, mas a sociedade precisa viver em equilíbrio.
    Então, será que a proibição do balão foi uma boa?
    Não, porque a diversão deve ser diversificada e desconcentrada. 
    O nosso Presidente LULA pode editar uma medida provisória para cuidar das formas tradicionais e espontâneas de entretenimento, para corrigir esse erro contra o balão e os baloeiros e promover ou restabelecer a tão decantada paz social. Festivais de balões e pipas são práticas humanas tradicionais de satisfação popular, gratuitas e feitas em locais próximos.  São encontros de alegria, fontes perenes de solidariedade e fraternidade, fatores de coesão social, principalmente para pais e filhos, enfim, para a família, nesse mundo tão carente de pão e vinho.
   
    Sociedade Amigos do Balão

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