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Alguns “inimigos” do balão, originários do Rio de Janeiro, aproveitando um momento obscuro do Congresso brasileiro, onde parlamentares vendiam seus votos em troca de ganhos escusos, por um deputado do Paraná, conseguiram introduzir na Lei do Meio Ambiente, o artigo acima citado, “legalizando” o combate sistemático a todos os brasileiros que, até então, mantinham o hábito secular e saudável da prática de soltar balões, nas Festas Juninas e outras datas festivas. Imediatamente à vigência dessa norma proibitiva absurda fundamos, no Rio de Janeiro, em maio de 1998, a Sociedade Amigos do Balão que passou, de maneira legítima, a defender o “balão junino” e seus aficionados. Passados oito anos submetidos às mais infames acusações, partidas de uma mídia orientada por gente sem escrúpulos e bancada por dinheiro público e particular e, em decorrência, constrangidos por uma forma arbitrária de repressão policial, os baloeiros conseguiram manter praticamente incólume a arte do “balão junino”, no folclore e na cultura dos brasileiros. |
Isso é prova incontestável da grandeza desse comportamento diante do preconceito e da intolerância de alguns que se proclamam donos da verdade, e desdenham das coisas do povo.
Em
breve estaremos diante das urnas, no dia das eleições, na “festa da
democracia”, no dia em que todos os seres humanos são iguais e
soberanos: o voto do doutor é igual ao voto do analfabeto; e esse
instrumento “o voto” é a arma do baloeiro para dizer NÃO à
campanha sórdida contra o “balão junino”, igual ao NÃO do
desarmamento e assim recuperar a dignidade e o orgulho de ser baloeiro.
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