|
Nós, seres
humanos, somos o componente essencial do ambiente.
Sem nossa presença, na Terra, não haveria vida.
Na arte da sobrevivência temos a primazia da segurança, isto é,
somos senhores da defesa do viver e da liberdade, dádivas de DEUS,
concedidas, postulados que nem o ente coletivo pode postergar. Assim,
os legados jurídicos referem sobre essas prerrogativas, no tempo e no
espaço. O maior exemplo está na Declaração Universal dos Direitos do
Homem: Artigo I. z“Todos os
homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de
razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito
de fraternidade". Desse
consciente emergem os Direitos e Garantias Fundamentais proclamados nas
mais diversas cartas políticas das Nações do mundo No caso presente a natureza desvenda a
farsa. O fogo, iniciado por condições de ignição favoráveis, se
espalha pelas matas e num curto espaço de tempo atinge centenas de
focos, a chamada combustão espontânea.
E aí, o que dizer à população?
|
Diante
do acontecimento consumado, certas pessoas descuidadas, algumas
investidas de autoridade pública, pressionadas pela mídia presunçosa,
para escamotear suas responsabilidades e atingir seus objetivos escusos,
tentam “tapar o sol com a peneira” e anunciam ao público o velho
“bode expiatório”, os balões, como potenciais causadores da tragédia
e logo reiniciam a perseguição aos baloeiros, com a afirmação:
“Soltar balão é crime ambiental”. Mas, como convencer o público se os fatos
desmentem as versões? Parem com essa ofensa! A Natureza é
perfeita, capaz de regenerar suas carências. O balão é arte, técnica
e ciência, seu aprimoramento garante sua segurança e o seu conteúdo
quimérico. Nós somos imperfeitos, possuímos o
livre-arbítrio e dependemos da convivência harmoniosa. Por essas premissas, não respeitadas,
nossa gente está exaurida na tolerância, farta de ser enganada, está
refém no dia a dia, das “balas perdidas”, expressão hábil
encontrada pela mídia para alimentar o belicismo, que ceifam vidas de
crianças, adultos e anciãos, enlutando famílias, tudo produzido por
um conflito fratricida tolerado, que denota a falência das nossas
Instituições e o despreparo dos nossos governantes. Este sim, o maior crime
ambiental cometido contra o povo brasileiro. Finalmente, os algozes do balão perdem o discurso, desse surto de incêndios o balão passou distante, não foi citado como causa dos sinistros, o que deixa o rei nu e demonstra que a criminalização do balão foi um erro legislativo. Um lembrete para os levianos que condenam
os balões: “Os cães ladram e a caravana passa”. Sociedade Amigos do Balão. Quer comentar este artigo clique aqui.
|