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" É
com orgulho e muito prazer que fazendo parte desta secção de colunistas
do Planeta Balão, escrevo a minha primeira coluna, do qual não
desprezando os outros sites da nossa arte, considero ser este o mais
completo e atualizado neste momento. Meu
nome é Francisco, embora mais conhecido por “Chico Carioca”. Nasci em
1961 no Rio de Janeiro, mais propriamente no bairro da Tijuca. As recordações
do lugar onde nasci foram poucas, pois com 4 anos de idade minha família
mudou-se para a ZN Piedade e nos restantes anos de Brasil, acabei morando
em Quintino até 1981. Foram nesses dois últimos bairros que vivi uma das
principais paixões que ainda hoje tenho na vida, a “Arte Baloeira”. O
engraçado nisto tudo é que esta adesão pela arte não foi incutida por
ascendentes familiares, nem tão pouco por alguma turma situada perto de
mim. Penso
que tudo pelo que passamos, tem sempre um princípio que ou marca o nosso
destino para sempre ou então fica na base do entra por um ouvido e sai
pelo outro.
Eu
sei que a mudança para mim foi muita, inclusive também para o meu irmão
Franklin e que acabou ficando por aqui. Eu
e ele vivemos a melhor época que muitos baloeiros neste site,
principalmente os do Rio de Janeiro, ainda recordam com saudades e com
muita pena desses tempos não voltarem mais. Já no fim dos anos 60, toda
a década de 70 e o ano de 1980, foi uma época da minha vida que ainda
hoje também recordo com essas mesmas saudades. Para
já, em primeiro lugar eu me considero nada mais que um simples baloeiro,
talvez mais simples ainda do que eu seja. Não tenho nome, nem fama, nem
cartaz, nem títulos, nem nada. Tenho apenas o gosto e a paixão por essa
arte e orgulho de ter feito bons amigos nessa área, onde com o passar dos
anos e com muitas cenas acontecidas antigamente, as mesmas se
transformaram em estórias. Essas estórias, hoje são a História que
fazem parte da minha vida. Poderia
sim, ter me transformado num grande baloeiro, mas o rumo que tomei na
vida, por ser descendente de portugueses, fez com que no ano de 1981,
mudasse o local de residência, atravessando o Atlântico e vindo parar
justamente no país que levou a tradição baloeira para o Brasil. Sei que
aí, interrompi e mudei uma fase da minha dedicação a arte. Talvez tenha
regredido, como se o tempo voltasse para atrás, mas Graças a Deus, vim
para um país em que o balão apesar de continuar simples e sem evolução,
é justamente uma tradição e cuja essa tradição popular ainda é mais
forte e se sobrepõe a lei.
No
fim dos anos 90, com a falta de apoios por parte da autarquia, as escolas
de samba na cidade de Sacavém deixaram de existir, pondo fim a sua
atividade. Face a esse problema, também a Turma Lusa se ressentiu, onde
alguns integrantes deixaram de exercer a atividade baloeira. Quanto ao
samba, felizmente em outras cidades surgiram outras escolas e com muito
boa qualidade. Prova disso foi a presença marcante dos falecidos
mangueirenses Jamelão e D. Zica, que em 2001 estiveram em Portugal, a
convite das escolas de samba portuguesas, onde assistiram a um dos
primeiros desfiles nacionais do samba. Hoje,
mesmo com a crise mundial afetando todo o mundo, as escolas daqui, com
cerca de 40 agremiações, ainda mantém a sua tradição e levam fé na
sua evolução.
Agora,
já com os meus 46 anos em cima das costas, como passatempo dos meus
tempos livres, dedico-me em certa época do ano por causa das condições
climatéricas, com o grupo da Turma Lusa, ao lançamento de balões, pipas
e papagaios. Terei
daqui prá frente algumas estórias sobre a arte para contar, quer seja do
Brasil enquanto aí estive, desde os meus tempos de infância, dos balões
que vi subirem e caírem nos bairros da Piedade e Quintino, da minha
ex-Turma do Barata de Quintino, da qual eu e meu irmão fizemos parte na
construção e lançamento de muitos balões, da partida para Portugal,
das festas dos santos juninos e o lançamento de balões por aqui, do
surgimento das primeiras turmas portuguesas e dos Apesar
da evolução dos baloeiros e seus balões no Brasil, que considero ser
atualmente os primeiros no mundo em termos de grandiosidade e qualidade,
talvez a gente ainda tenha muito que aprender no que toca a simplicidade e
respeito que ainda impera por parte de muitos povos de outras nações que
praticam também a mesma arte. Apesar
de tudo, uma coisa eu garanto: “Não
estamos sós”. Um
grande abraço. Quer comentar este artigo clique aqui. |
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Comentários |
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Turma: Cuca Rio Integrante: Márcio TempodeExistencia: - Assunto: Parabens pela coluna Cidade: Rj Estado: Rj Recado: Parabens pela coluna Chico muito legal ler e saber sobre outras culturas .. É isso ai não estamos sós. Abç. |
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Olá, Pessoal Chico você disse tudo a única forma de acabar com esse atrito é a união coletiva de baloeiros, bombeiros, policia e autoridades em geral, eu te confesso que gostaria muito de ser um bombeiro voluntário, mas não deixo o balão por nada, acredito que se chegasse a uma regulamentação do balão, a proximidade com os bombeiros seria constante e por que não quem quisesse é claro ser um bombeiro voluntário, e outra a quantidade de baloeiros é bem maior que bombeiros, poderíamos aprender muito e ensinar também, ou seja, todos ganham. Parabéns Ricardo por traze o Chico para ser um dos colunista, e ao Chico carioca que deve ter muita historia de Portugal para nos contar. Um forte abraço Fernando Turma da Resma |
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Turma: gnb-paixão Integrante: paulinho TempodeExistencia: 20 anos Assunto: parabéns Cidade: sao paulo Estado: sp Recado: chico, parabéns pelas suas palavras, e por sua grande história de dedicação, onde demonstra que independente da prática, seja o samba, futebol ou balào, o que mais importa é ser sempre amigo e companheiro, sem visar alguma vantagem, fama ou seja lá o que for. valeu e espero um dia nós conhecermos, seja aqui, ou nestas terras onde também nasceu meu pai,que me deixou este legado de artista. |
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