Muitos de nossos leitores tem a arte incorporada em suas vidas a 30, 40, 50 anos ou mais...e a cada dia se renova o sentimento de ser baloeiro em muitos que se iniciam na arte de confeccionar balões.

Nada mais justo de homenagear aqueles que desprenderam de seu tempo em ensinar muitos de nós a arte de fazer balões.

Vamos abrir no planeta balão um espaço mais que especial para homenagearmos aqueles que passaram seu conhecimento adiante.

Este espaço está aberto para você falar de quem te ensinou ou teve muita importância no inicio na sua vida de baloeiro.

Entende-se como baloeiro não só aquele que faz, resgata ou solta balões também é baloeiro aquele que fez, resgatou e soltou. Por mais tempo que uma pessoa não faz mais balões, dentro dele sempre existirá uma chama guardada com carinho em seu coração do momento que se dedicou a arte de soltar balões.

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uero primeiro agradecer ao Planeta Balão por essa oportunidade de agradecer publicamente a quem me ajudou  a ser um baloeiro e ao Adilson (Beko) pelo convite.

Bom ...Não nasci em berço de baloeiro, e só fui gostar de balão aos 13 anos de idade, então vamos a história.

No ano de 1988, estava eu na rua num domingo ensolarado, soltando minha pipa, ainda de manhã, quando percebi um balão caindo, era um pião de 14m de uns amigos de Irani, da extinta Turma do Barrão, só fui saber dessas informações anos depois. Era um Pião taqueado, bem ao estilo da época, e na bandeira, a menininha Nhác da Margarina Claybom sentada em seu balanço.

O balão passou a poucos metros da minha pipa e por pouco não consegui enroscar a pipa nele e resgatá-lo, santa inocência (risos), a bandeira ficou bem aberta por cima das árvores (Ainda farei um balão com esse tema para lembrar um pouco do inicio).

A partir desse balão, fiquei curioso e comecei a perguntar aos amigos como se fazia um balão, perguntava a um,  a outro e consegui achar alguém que sabia. Reinaldo, Ele só sabia fazer balão de 3 folhas e deu o primeiro passo, me ensinando a fazer um balão, daí foram vários 3 folhas, 6 folhas, 12 folhas, 24 folhas, 35 folhas, até chegar no 3x3, foi quando começou a faltar din din e fui apelar pro jornal, sempre com a famosa cola “papa de farinha”, fiz vários 3x3, 4x4, 5x5 de jornal, até papel de carne, papel carbono e folha de Outdoor pintada eu fiz balão. Sempre levantando com bambu e enchendo com lata de querosene. Ah, a bucha era feita de vela, de macumba, mas era. Não tenho vergonha disso, hoje em dia é tudo mais fácil, mas antigamente, era isso tudo que eu fazia para soltar um balão, e era 1 a cada final de semana.

Em 1990 eu e meu primo Fabinho fundamos a Turma da Gota e convocamos uns amigos da rua para nos ajudar, principalmente financeiramente. Daí pra cá fomos conhecendo pessoas do meio e o nosso maior evento, sempre era o Festival da Amizade, do saudoso Zeca, que Deus o tenha. Nessa época também conheci o Jotinha, um cara fantástico e fanático por balão, até poucos dias antes de sua morte, colava papel.

Dessa época, lembro também do Serginho da Entorna Copo, figurassa, morria de rir com suas histórias e seu jeitão de falar muito.

Com o passar do tempo, fomos ganhando prestígio e  conhecendo pessoas e  turmas mais estruturadas que a nossa, foi um grande aprendizado.

 – Jorginho (Ouro Preto), quanto você me cobra para fazer um leque desse pião de 20m aqui do Samurai ?

 – Marquinhos, não vou te cobrar nada e não vou fazer , vou te ensinar.

Essa resposta foi no dia q conheci esse cara fantástico, que sempre me acolheu em sua casa e tirou minhas dúvidas sobre como fazer leques, riscar balão, etc.

Wilson, Fabinho e eu fomos uma vez ver um balão e como ele era muito caladão, na hora de ir embora, esqueci ele no campo, só fui perceber que ele não estava no carro quando um amigo passou em outro carro e falou q Wilson estava nos procurando no campo...Foi mal Wilson, (risos). Conheci bastante gente através de você.

Com o avanço da internet, fui conhecendo:

Marcio da Magia, um cara  perfeccionista, sempre passando seus aprendizados a quem queira aprender, me passou praticamente tudo sobre o mais moderno jeito de se fazer painel. Sabe tudo sobre moldes também.Um forte abraço.

Artur da TJ que me orientou sobre projetos de bandeira no photoshop e ao Fabinho Arte Proibida, trocamos vários macetes.

E vários outros amigos que de uma forma ou outra deram sua contribuição, sendo com amizade, confiança, respeito, apoio, etc...Não citarei nomes para não correr o risco de esquecer de ninguém.

E não podia deixar de falar dos amigos da turma, somos uma verdadeira família. Patrício, Castor, Cazuza, Zoio, Junior, Japinha, Luciano, Eduardo e Peludo, e não posso esquecer do Fabinho, cara, considero seu afastamento como férias, esperamos seu retorno.

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